100 municípios concentram 77,6% da arrecadação nacional em 2024, São Paulo lidera com R$ 581,2 bilhões, veja ranking completo e impacto da reforma tributária
Levantamento do IBPT mostra que 100 municípios responderam por R$ 1,9 trilhão de tributos em 2024, com forte concentração no Sudeste e mudanças esperadas pela reforma
O mapa da arrecadação no Brasil revela alta concentração em um pequeno grupo de cidades, o que influencia a distribuição de receitas e investimentos entre estados.
Segundo o estudo, essas 100 cidades abrigam pouco mais de um terço da população, e a concentração reflete a presença de polos industriais, comerciais e estratégicos.
Os dados foram levantados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, conforme informação divulgada pelo g1.
Principais números e o ranking dos maiores arrecadadores
O relatório do IBPT indica que os 100 municípios com maior arrecadação concentraram 77,6% do total recolhido no país em 2024, totalizando mais de R$ 1,9 trilhão no ano, conforme o levantamento.
No topo do ranking está São Paulo, que recolheu R$ 581,2 bilhões, o equivalente a 23,1% de toda a arrecadação nacional. Na sequência aparecem Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Osasco. Veja os 10 municípios que mais arrecadaram em 2024, segundo o IBPT, conforme informação divulgada pelo g1, São Paulo (SP): R$ 581,2 bilhões, Rio de Janeiro (RJ): R$ 306,9 bilhões, Brasília (DF): R$ 180,1 bilhões, Belo Horizonte (MG): R$ 54,7 bilhões, Osasco (SP): R$ 50,2 bilhões, Curitiba (PR): R$ 44,5 bilhões, Barueri (SP): R$ 36,5 bilhões, Porto Alegre (RS): R$ 33,7 bilhões, Itajaí (SC): R$ 27,1 bilhões, Campinas (SP): R$ 26 bilhões.
Arrecadação per capita e polos econômicos
Em termos de arrecadação per capita, o destaque é Barueri (SP), que arrecadou R$ 110,4 mil por pessoa no ano. A cidade lidera o indicador, refletindo concentração de empresas e centros administrativos.
São Paulo, embora lidere o total arrecadado, ficou na 12ª posição no per capita, com R$ 48.854,61, abaixo de municípios como Itajaí, Osasco e Brasília, segundo os números do IBPT.
O estudo aponta que municípios com menor população, mas com forte presença industrial e comercial, apresentam arrecadação muito elevada por pessoa, o que altera o perfil dos principais arrecadadores.
Efeito esperado da reforma tributária
O presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike, afirma que parte do ranking deve mudar com a implementação da reforma tributária, porque a forma de cobrança dos tributos passará da origem para o destino, ou seja, para onde o consumo ocorre.
O relatório registra a explicação de Olenike, “Existem municípios que, mesmo com menor população, ainda registram uma arrecadação muito elevada por conta da concentração de indústrias, comércio e prestadores de serviços”, o que favorece hoje polos produtores.
Olenike acrescenta, “Mesmo regiões que se destacam em setores como o turismo ainda não têm arrecadação suficiente para se equiparar ao que vemos no Sul e no Sudeste”, e observa que a mudança para cobrança no destino deve beneficiar cidades mais populosas do Norte e do Nordeste, embora o efeito não seja imediato.
Distribuição regional dos municípios do ranking
O levantamento do IBPT mostra a predominância do Sudeste, com 53 dos 100 municípios, sendo 36 no estado de São Paulo. O Sul aparece com 26 municípios, Santa Catarina liderando com 12 cidades no ranking.
O Nordeste soma 12 municípios no top 100, com representações na Bahia, Pernambuco e outros estados, enquanto o Centro-Oeste e o Norte aparecem com participação menor, com 6 e 3 municípios respectivamente.
A concentração reforça o papel do Sudeste e do Sul na economia tributária atual, e aponta para possíveis reequilíbrios de arrecadação com a reforma tributária, segundo o IBPT, conforme informação divulgada pelo g1.