quinta-feira, junho 4, 2026

Correios prejuízo 2025, R$ 5,8 bilhões: estimativa e plano de reprogramação, venda de imóveis e empréstimos para evitar colapso em 2026 com déficit de R$ 9,1 bi

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Projeção da diretoria financeira aponta ajuste no fluxo de caixa, postergação de pagamentos de cerca de R$ 3,7 bilhões e contratação de empréstimos para manter operações

Os Correios estimam um resultado negativo de R$ 5,8 bilhões para 2025 e de R$ 9,1 bilhões para 2026, e adotam medidas para tentar estabilizar as contas.

Entre as ações estão a reprogramação de pagamentos a fornecedores e a venda de imóveis, além da contratação de empréstimos que entraram no caixa tardiamente.

Essas informações constam em documento da Diretoria Econômico-Financeira, conforme informação divulgada pelo g1.

Cenário e números recentes

Até o 3º trimestre, a estatal já acumulava R$ 6 bilhões em prejuízo, e a projeção para 2025 foi ajustada em função de postergações de desembolsos.

O documento da DIEFI afirma que, em um cenário sem adiamentos, “havia a projeção de déficit na ordem de R$ 7,9 bilhões em dezembro de 2025, posteriormente reajustada para R$ 5,8 bilhões; e déficit de R$ 9,1 bilhões em dezembro de 2026”.

Medidas adotadas para ajustar o caixa

Para conter a deterioração da liquidez, os Correios informam que instituíram, em junho de 2025, um comitê de contingência para coordenar prioridades de desembolso e assegurar a continuidade operacional.

O documento diz ainda, “Como parte das ações de governança, foi instituído, em junho de 2025, um comitê de contingência para coordenar diretrizes de desembolso e assegurar a continuidade operacional. Até o encerramento do trimestre, o Comitê coordenou reprogramações de desembolsos alinhadas às prioridades estratégicas definidas pela Administração”.

Postergações e empréstimos

A readequação financeira envolveu cerca de R$ 3,7 bilhões que seriam pagos a fornecedores, benefícios, despesas assistenciais, obrigações trabalhistas e tributárias, segundo o relatório interno.

Além disso, os Correios contrataram R$ 13,8 bilhões em empréstimos no ano passado para melhorar a situação econômico-financeira, mas a maior parte desses recursos entrou no caixa apenas no penúltimo dia do ano, reduzindo o impacto imediato.

Riscos e consequências para serviços

A direção reconhece que o aumento dos gastos e a não realização das receitas previstas em 2024 e 2025 “resultou no agravamento da liquidez dos Correios, fazendo com que a empresa entrasse em um ciclo cada vez mais adverso, com impacto contínuo na regularidade das operações e dos negócios”, segundo o documento.

Para tentar romper esse ciclo, além de postergar pagamentos, a empresa vem anunciando a venda de imóveis e ajustes operacionais, medidas que visam equilibrar o fluxo de caixa sem interromper serviços essenciais.

Especialistas e gestores apontam que, mesmo com as medidas, o risco fiscal e operacional permanece elevado, e a evolução do cenário dependerá da execução das reprogramações e da entrada efetiva dos recursos contratados.

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