quinta-feira, junho 4, 2026

Documentos dos EUA confirmam CPF ativo de Jeffrey Epstein no Brasil, cadastro de 2003 em situação regular, e e-mails sobre possível cidadania brasileira

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Arquivos do Departamento de Justiça citam CPF de Jeffrey Epstein, registro emitido em 2003 com situação regular, conversas sobre cidadania e posição da Receita Federal sobre estrangeiros

Novos arquivos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos indicam que o bilionário Jeffrey Epstein tem um CPF registrado no Brasil, e que o documento permanece ativo.

O cadastro consta como emitido em 2003 e ainda com situação regular, e traz a data de nascimento do bilionário, 20 de janeiro de 1953.

Documentos e e-mails também mostram que Epstein discutiu a possibilidade de obter cidadania brasileira em 2011, em troca de mensagens com a empresária Nicole Junkermann, conforme informação divulgada pelo g1

Qual é a origem da informação e o que foi encontrado

Os detalhes sobre o CPF aparecem em uma lista de arquivos divulgada pelo Departamento de Justiça, em uma pasta chamada ‘Arquivos diversos’, ligada ao caso Jeffrey Epstein.

A reportagem do g1 confirmou que o registro do CPF de Epstein na Receita Federal foi feito em 2003 e permanece em situação regular, segundo consulta feita no sistema da Receita.

A folha de consulta exibida mostra também a data de nascimento, 20 de janeiro de 1953, e a verificação foi realizada em 12 de fevereiro de 2026, às 10h48, conforme imagens divulgadas.

Posição da Receita Federal sobre estrangeiros e CPF

A Receita Federal informou que a possibilidade de um estrangeiro solicitar inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas está prevista na Instrução Normativa 2.172/2024, e que o pedido pode ser feito pela própria pessoa ou por procurador.

O órgão destacou também regras específicas para medidas relacionadas ao CPF de uma pessoa estrangeira falecida, que devem ser solicitadas por inventariante, cônjuge, companheiro ou sucessor legal, no caso de haver bens a inventariar no Brasil, ou por cônjuge, companheiro, parente ou beneficiário de pensão por morte, caso não haja bens a inventariar no Brasil.

Troca de e-mails e o interesse em cidadania

Em uma troca de e-mails de outubro de 2011, a empresária Nicole Junkermann perguntou a Epstein se ele já havia considerado obter cidadania brasileira.

Epstein respondeu, conforme os registros, “Ideia interessante, mas os vistos podem ser um problema ao viajar para outros países”, e, no mesmo dia, eles teriam se encontrado no Ritz, hotel da rede The Ritz-Carlton.

Contexto do caso Epstein e desdobramentos

O escândalo envolvendo Jeffrey Epstein tramitava há anos na Justiça americana, com as primeiras denúncias formais surgindo em 2005, após investigação em Palm Beach, na Flórida.

Segundo a acusação, Epstein abusou de menores ou recrutou garotas para atos sexuais entre 2002 e 2005, e, em 2008, ele se declarou culpado pelo crime de exploração de menores, cumpriu acordo de 13 meses de prisão e pagou indenizações às vítimas.

Em 2019, um juiz considerou o acordo de 2008 ilegal, Epstein foi preso em julho de 2019 e encontrado morto na prisão em agosto de 2019, e a autópsia concluiu que ele tirou a própria vida.

O governo dos EUA afirma que o bilionário explorou sexualmente mais de 250 meninas menores de idade, e, após sua morte, as acusações contra ele foram retiradas, embora procuradores tenham dito que poderiam responsabilizar outras pessoas e advogados das vítimas tenham prometido buscar indenizações na Justiça.

As informações sobre CPF, e-mails e os trechos legais citados neste texto foram obtidos a partir dos documentos divulgados e verificados, conforme informação divulgada pelo g1.

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