quinta-feira, junho 4, 2026

Alckmin é contra a quebra de patente canetas emagrecedoras, alerta que medida pode afastar investimentos e reduzir inovação em Mounjaro e Zepbound

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Para o vice-presidente e ministro da Indústria, a proposta de quebra de patente canetas emagrecedoras pode gerar insegurança jurídica e desestimular investimentos no setor farmacêutico

O vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou ser contrário ao projeto que prevê a quebra de patente canetas emagrecedoras, em especial sobre os medicamentos Mounjaro e Zepbound.

O tema ganhou velocidade na Câmara dos Deputados, que aprovou a urgência do projeto que confere caráter de interesse público às duas marcas, abrindo caminho para medidas como licenciamento compulsório.

Alckmin ressaltou preocupações sobre investimentos e inovação, e disse que a medida pode ter efeitos negativos para o setor farmacêutico, conforme informação divulgada pelo g1.

Posição de Alckmin e os argumentos contra a medida

Segundo o ministro, a iniciativa de permitir a quebra de patente canetas emagrecedoras tende a afastar investimentos e reduzir o ritmo de inovação no país. Em entrevista a jornalistas, Alckmin declarou, “quando você quebra patente, você afasta investimento, reduz inovação no país”.

Ele reforçou a importância de previsibilidade e capital privado, dizendo, “Nós precisamos de inovação, de previsibilidade e de investimentos”, e afirmou que o Ministério da Indústria é contrário a propostas de licenciamento compulsório.

O que o projeto prevê e possíveis consequências

O projeto em tramitação na Câmara dá caráter de interesse público aos medicamentos Mounjaro e Zepbound e acelera a discussão sobre a possibilidade de outras empresas produzirem versões semelhantes.

Com a aprovação da urgência, parlamentares favoráveis dizem que a medida pode aumentar a oferta e reduzir preços, enquanto críticos alertam para risco de insegurança jurídica e para o efeito sobre futuros investimentos no setor farmacêutico.

Reações do setor e alertas regulatórios

Parlamentares e setores contrários afirmam que a quebra de patente canetas emagrecedoras representa insegurança jurídica para o setor, o que, segundo eles, pode desestimular novos investimentos no Brasil.

Além do debate sobre patentes, há sinais de atenção sanitária, com a Anvisa emitindo alertas para o uso de canetas emagrecedoras sem acompanhamento médico, o que também entra na discussão sobre acesso e segurança.

Outras propostas e próximos passos

Alckmin também disse ser contrário a outra proposta que prorroga prazo de patente, mostrando que o debate sobre propriedade intelectual e regulação farmacêutica deve se estender nas próximas semanas.

Com a Câmara acelerando a tramitação, a discussão deve avançar entre comissões e no plenário, com a indústria, autoridades regulatórias e parlamentares buscando harmonizar acesso a medicamentos, proteção à inovação e segurança jurídica.

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