quinta-feira, junho 4, 2026

Dólar em alta com inflação nos EUA no radar e tensão política no Brasil, impacto do caso Banco Master, IGP-10 fraco e balanços que mexem com o mercado

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Dólar sobe nesta sessão com investidores avaliando o CPI norte-americano, dados de preços locais e incertezas políticas que envolvem o Banco Master

O dólar abriu em alta nesta sexta-feira, em um dia marcado pela atenção aos dados de inflação nos Estados Unidos e por movimentações no cenário político brasileiro.

Investidores também observam indicadores locais, balanços corporativos e notícias sobre bancos, em um ambiente que combina macroeconomia e risco jurídico.

Os detalhes do comportamento do câmbio, da bolsa e dos indicadores econômicos seguem abaixo, com os números divulgados pela imprensa e por instituições financeiras, conforme informação divulgada pelo g1

Câmbio e números do dia

O câmbio abriu em alta de 0,47%, com o dólar sendo negociado a R$ 5,2240 no início do pregão. Na véspera, a referência citada fechou em alta de 0,25%, cotada a R$ 5,1998.

Acumulados do dólar: Acumulado da semana: -0,39%;Acumulado do mês: -0,91%;Acumulado do ano: -5,26%.

Agenda internacional, inflação nos EUA e efeito sobre juros

O destaque da agenda econômica é o índice de preços ao consumidor, o CPI nos EUA, que mede a variação de preços de itens como alimentação, moradia, energia e serviços, e ajuda o mercado a antecipar os próximos passos dos juros americanos.

Com a expectativa de leitura do CPI, investidores reajustam posições em ativos de risco e em dólar, buscando sinalizações sobre a trajetória das taxas de juros nos Estados Unidos.

Cenário político e processos envolvendo o Banco Master

No âmbito político e jurídico, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, solicitou o afastamento da relatoria dos processos que envolvem as apurações sobre o Banco Master, com os atos praticados por ele mantidos, e cabendo ao novo relator, André Mendonça, tomar novas decisões no caso.

Essa movimentação adiciona volatilidade ao mercado local, na medida em que incertezas institucionais podem influenciar apetites por risco e fluxo de capitais.

Bolsa, indicadores locais e notícias corporativas

O Ibovespa abriu a sessão antes do feriado de Carnaval, depois de fechar no pregão anterior em queda de 1,02%, aos 187.766 pontos. Os acumulados do índice também foram divulgados, com: Acumulado da semana: +2,63%;Acumulado do mês: +3,53%;Acumulado do ano: +16,53%.

No front de indicadores domésticos, o destaque foi o Índice Geral de Preços, 10 (IGP-10) de fevereiro, que caiu 0,42%, após alta de 0,29% no mês anterior, em resultado mais fraco do que o esperado, passando a acumular deflação de 2,25% em 12 meses, segundo dados da Fundação Getulio Vargas, FGV.

Entre empresas, os investidores acompanham o resultado da Usiminas, a teleconferência da Vale, que encerrou o quarto trimestre no vermelho, e ainda o impacto do calote de R$ 3,6 bilhões informado pelo Banco do Brasil durante a divulgação de seu balanço financeiro.

Mercados globais

Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda, pressionados pelo fraco desempenho das ações de tecnologia. O Dow Jones caiu 1,34%, enquanto o S&P 500 recuou 1,55% e a Nasdaq teve queda de 2,04%.

Na Europa, a maioria dos índices fechou em baixa, com o índice pan-europeu STOXX 600 caindo 0,49%, enquanto o FTSE 100 subiu 0,67% e o CAC-40 ganhou 0,33%. Na Ásia, os desempenhos foram mistos, com Xangai em alta de 0,05% e o Hang Seng de Hong Kong em queda de 0,86%.

O mercado monitora, portanto, uma combinação de fatores, incluindo a leitura do CPI nos EUA, indicadores locais como o IGP-10, desdobramentos jurídicos que envolvem o Banco Master e resultados corporativos, que juntos ajudam a explicar a alta do dólar e a volatilidade nas bolsas.

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