Mercado acompanha CPI dos Estados Unidos, IGP-10 no Brasil e a transferência da relatoria do Banco Master, fatores que elevam o dólar e repercutem na bolsa
O dólar abriu em alta nesta sexta-feira, com investidores atentos às leituras de inflação nos Estados Unidos e ao cenário político-judicial no Brasil.
A movimentação no câmbio também reflete dados econômicos locais e notícias corporativas, que influenciam a percepção de risco e as expectativas sobre juros.
No pano de fundo, decisões em tribunais e balanços de grandes empresas mantêm pressão sobre ativos brasileiros, em especial na última sessão antes do feriado de Carnaval, conforme informação divulgada pelo g1.
Movimento do câmbio e números recentes
O mercado abriu a sessão com o dólar em alta, depois de um fechamento positivo na véspera, quando a moeda americana fechou em alta de 0,25%, cotada a R$ 5,1998. Nesta sexta, o dólar inicia esta sexta-feira (13) em alta de 0,47%, negociado a R$ 5,2240, segundo dados acompanhados pelo mercado.
Os indicadores de acumulados trazem leituras mistas sobre o comportamento recente da moeda, com Acumulado da semana: -0,39%;Acumulado do mês: -0,91%;Acumulado do ano: -5,26%, apontando recuperação pontual nos últimos dias dentro de um movimento de baixa no acumulado mais amplo.
Agenda econômica e dados que pesam
O principal destaque é a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) nos Estados Unidos, que orienta expectativas sobre os próximos passos dos juros americanos e, assim, impacta fluxos para moedas emergentes.
No Brasil, o foco foi o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) de fevereiro, que caiu 0,42%, após alta de 0,29% no mês anterior. Esse recuo deixou o índice com deflação de 2,25% em 12 meses, segundo a Fundação Getulio Vargas, o que reduz pressões inflacionárias locais, mas não neutraliza o efeito externo da CPI nos EUA.
Cenário externo e efeito nas bolsas
As bolsas internacionais mostraram aversão ao risco na véspera, com queda dos principais índices americanos, puxada por tecnologia e resultados corporativos. O Dow Jones caiu 1,34%, enquanto o S&P 500 recuou 1,55% e a Nasdaq teve queda de 2,04%, dados que ampliam a cautela entre investidores.
Na Europa e na Ásia, o movimento foi heterogêneo, com investidores avaliando balanços e indicadores locais, o que se traduz em maior volatilidade em mercados emergentes como o brasileiro.
Política, tribunais e grandes empresas no radar
No campo político-judicial, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli solicitou o afastamento da relatoria dos processos que envolvem as apurações sobre o Banco Master, e André Mendonça ficou com a nova relatoria. Os atos praticados pelo ministro no inquérito permanecem válidos, mas a mudança amplia a incerteza até novas decisões.
O ambiente corporativo também pesa sobre a avaliação de risco, com destaque para resultados da Usiminas e teleconferência da Vale, que encerrou o quarto trimestre no vermelho, e a notícia de um calote de R$ 3,6 bilhões informado pelo Banco do Brasil durante a divulgação do seu balanço financeiro, itens que afetam expectativas sobre títulos e ações.
Com a combinação de dados externos, indicadores locais e agendas judiciais e corporativas, o mercado segue em alerta, e investidores acompanham a leitura da inflação nos EUA e as repercussões dos desdobramentos sobre o Banco Master para calibrar posições no câmbio e na bolsa.