Dólar em alta enquanto investidores aguardam o CPI dos EUA, avaliam o IGP-10 no Brasil e seguem atentos à mudança de relatoria do caso Banco Master no STF
O dólar abriu em alta nesta sexta-feira, em um dia marcado por dados econômicos internacionais e cenários políticos locais que influenciam o fluxo de capitais.
Investidores esperam o índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos, e no Brasil acompanham IGP-10, vendas no varejo e resultados corporativos que podem mexer com o humor do mercado.
As informações trazidas a seguir foram compiladas conforme informação divulgada pelo g1.
Dólar, cotações e desempenho recente
Na abertura do pregão, o dólar subiu 0,47%, negociado a R$ 5,2240. Na véspera, a moeda americana fechou em alta de 0,25%, cotada a R$ 5,1998.
Os indicadores de curto prazo mostram que o dólar acumula, segundo a mesma fonte, Acumulado da semana: -0,39%; Acumulado do mês: -0,91%; Acumulado do ano: -5,26%.
O Ibovespa, por sua vez, fechou na véspera em queda de 1,02%, aos 187.766 pontos, e registra acumulações de Acumulado da semana: +2,63%; Acumulado do mês: +3,53%; Acumulado do ano: +16,53%.
Agenda econômica, CPI dos EUA e IGP-10
O destaque internacional é o CPI dos EUA, o índice de preços ao consumidor referente a janeiro, cuja divulgação estava prevista para as 10h30, e que pode indicar o ritmo dos cortes de juros pelo Federal Reserve.
No Brasil, o IGP-10 de fevereiro caiu 0,42%, depois de alta de 0,29% no mês anterior, resultado mais fraco do que o esperado, e passou a acumular deflação de 2,25% em 12 meses, segundo a Fundação Getulio Vargas, conforme divulgado.
Também foi divulgado pelo IBGE que as vendas no varejo recuaram 0,4% em dezembro na comparação com o mês anterior, e subiram 2,3% sobre um ano antes.
Cenário político e o caso Banco Master
No Supremo Tribunal Federal, o ministro Dias Toffoli solicitou o afastamento da relatoria do caso Banco Master, e o processo foi redistribuído por sorteio ao ministro André Mendonça.
Segundo o tribunal, a mudança ocorreu depois que a Polícia Federal encontrou menções a Toffoli em dados do celular do banqueiro investigado, o que causou desconforto, embora os ministros tenham afirmado que não há prova de irregularidade por parte de Toffoli, e ele negue qualquer relação financeira com o banqueiro.
O episódio é acompanhado pelo mercado, porque incertezas políticas costumam aumentar a aversão a ativos locais, pressionando a moeda e os juros.
Temporada de balanços, bancos e bolsas globais
Na agenda corporativa, o Banco do Brasil informou um calote de R$ 3,6 bilhões por parte de uma empresa do segmento atacado no quarto trimestre de 2025, episódio que elevou a taxa de inadimplência para 5,17%, quando poderia ter ficado em 4,88% sem esse caso, e que já vinha sendo provisionado, segundo o próprio banco.
O banco reportou lucro de R$ 20,7 bilhões em 2025, apesar da piora na inadimplência. A Vale, por sua vez, registrou prejuízo de US$ 3,8 bilhões no quarto trimestre de 2025, por ajustes contábeis relacionados ao níquel no Canadá, mas com vendas operacionais que seguiram sólidas.
No exterior, as bolsas de Wall Street caíram com força na véspera, com o Nasdaq recuando 2%, o S&P 500 perdendo cerca de 1,6%, e o Dow Jones recuando 1,3%, enquanto investidores aguardam o CPI para avaliar futuros passos do Fed.
As bolsas asiáticas também fecharam em queda, entre elas Hang Seng -1,72%, Xangai -1,26%, CSI300 -1,25%, Nikkei -1,21%, Kospi -0,28%, Straits Times -1,65%, e S&P/ASX 200 -1,39%.
O preço do ouro subiu como porto seguro em meio à incerteza, e o petróleo permaneceu quase estável, enquanto o mercado tenta checar sinais sobre o futuro da política monetária nos Estados Unidos.