quinta-feira, junho 4, 2026

Trump avalia reverter tarifas sobre aço e alumínio para reduzir pressões nos preços ao consumidor e mexer no comércio global, impacto alcança o Brasil

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Fontes dizem que governo federal estuda isentar itens das tarifas sobre aço e alumínio, interromper expansão de listas tarifárias e adotar investigações mais direcionadas para reduzir o impacto nos preços

O governo dos Estados Unidos vem avaliando ajustes nas tarifas sobre aço e alumínio em resposta a sinais de que as medidas estão pressionando os preços ao consumidor.

Autoridades do Departamento de Comércio e do escritório do representante comercial acreditam que reduzir ou isentar algumas taxas pode aliviar custos de produtos cotidianos, como formas para tortas e latas de alimentos.

As informações foram divulgadas com base em reportagens internacionais e apurações recentes, conforme informação divulgada pelo g1

O que está sendo discutido

Segundo reportagem do Financial Times, a Casa Branca começou a revisar listas de produtos atingidos pelas tarifas sobre aço e alumínio.

A ideia em discussão inclui isentar itens específicos, parar de ampliar as listas de produtos taxados e, em vez disso, lançar investigações de segurança nacional mais direcionadas a mercadorias pontuais.

Em 2025, o governo elevou algumas tarifas para até 50%, e o Departamento de Comércio chegou a aplicar taxas adicionais em mais de 400 produtos, que vão de turbinas eólicas e guindastes a eletrodomésticos e vagões ferroviários.

Impacto no bolso do consumidor e no cenário eleitoral

As tarifas têm sido apontadas por autoridades internas como fator de aumento de preços de itens embalados e outros bens de consumo, e a redução visa justamente aliviar essa pressão.

Uma pesquisa recente da Reuters em parceria com o Ipsos mostrou que 30% dos norte-americanos aprovaram a maneira como Trump lidou com o aumento do custo de vida, enquanto 59% desaprovaram, incluindo nove em cada dez democratas e um em cada cinco republicanos.

O presidente tem usado pontos da política econômica em eventos públicos, tentando mostrar resultados para eleitores preocupados com o custo de vida antes das eleições legislativas de novembro.

Consequências para o Brasil e o comércio exterior

As medidas de 2025 tiveram efeito direto nas exportações brasileiras, porque muitos produtos que contêm aço e alumínio passaram a ser enquadrados em regras que alteraram tarifas aplicadas aos nossos embarques.

Na avaliação do governo brasileiro, houve impacto na competitividade, mas em alguns casos a reclassificação trouxe uma vantagem parcial. Na época, o então vice-presidente e ministro, Geraldo Alckmin, afirmou, “Fizemos a conta e dá US$ 2,6 bilhões de inserção de aço e alumínio nas exportações brasileiras, de US$ 40 bilhões de dólares, ou seja, 6,4% das exportações saem dos 50% e vão para a sessão do 232, o que torna igual nossa competitividade com o resto do mundo. Isso vai dar uma melhor na competitividade industrial”.

Apesar disso, grande parte das exportações brasileiras permanece afetada pelas taxas de 50%, e empresas que exportam enfrentaram queda na demanda dos EUA, enquanto companhias voltadas ao mercado interno lidam com maior oferta e pressão sobre preços locais.

O que vem a seguir

Não houve resposta imediata da Casa Branca ou do Departamento de Comércio a pedidos de comentário fora do horário comercial.

Se a administração optar por isenções ou por investigações mais direcionadas, a mudança pode reduzir custos para consumidores e alterar fluxos comerciais, com efeitos que serão acompanhados por indústrias e governos, inclusive no Brasil.

Especialistas, empresários e autoridades aguardam detalhes sobre quais itens seriam excluídos das listas e como as novas investigações serão conduzidas.

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