OFAC libera atuação das petroleiras na Venezuela e permite ‘transações relacionadas a operações do setor de petróleo ou gás na Venezuela’, em ação alinhada a esforço dos EUA
Autoridades dos Estados Unidos emitiram licenças que permitem a retomada de atividades de grandes empresas do setor de óleo e gás no país caribenho.
As autorizações foram direcionadas a BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell, e valem sob condições específicas definidas pelo órgão regulador.
O anúncio, feito em 13 de fevereiro de 2026, ocorre em um momento de mudança política e de tentativas de elevar a produção energética venezuelana, conforme informação divulgada pelo g1.
O que dizem as licenças
Segundo a notícia publicada pelo g1, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, o OFAC, emitiu licenças gerais que autorizam “transações relacionadas a operações do setor de petróleo ou gás na Venezuela”, desde que cumpridas as condições impostas pelo órgão.
As permissões permitem que as petroleiras retomem contratos, manutenção e outras atividades operacionais, dentro dos limites estabelecidos pelas autorizações.
Quais empresas foram beneficiadas
As companhias citadas na liberação são a BP, a Chevron, a Eni, a Repsol e a Shell, todas multinacionais com histórico de operações na Venezuela.
O avanço sinaliza a possibilidade de retorno de investimentos e de aumento gradual da produção, dependendo do cumprimento das condições da licença e das negociações locais.
Contexto político e objetivo dos EUA
O episódio ocorre no contexto político recente no país, quando o governo dos Estados Unidos, identificado como governo Trump na cobertura, tem atuado com integrantes da liderança interina, entre eles Delcy Rodriguez, após a destituição e prisão do ex-presidente Nicolas Maduro, em 3 de janeiro.
Fontes consultadas pelo g1 apontam que a medida busca, além de normalizar operações, ampliar a oferta de petróleo como resposta às mudanças de poder e às prioridades de política externa de Washington.
Impactos no mercado e próximos passos
Analistas e operadores do mercado monitoram a retomada de atividades como um fator que pode alterar fluxos de oferta e preços, dependendo da velocidade com que as empresas retomarem a produção.
As companhias e as autoridades terão de cumprir exigências do OFAC, e qualquer expansão dependerá do cronograma de liberação de ativos e da segurança jurídica no país, aponta a cobertura do g1.