quinta-feira, junho 4, 2026

Estoque de camisinhas acaba em três dias na Vila Olímpica de Milão-Cortina, organização repõe 10 mil preservativos após demanda maior que a prevista

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Atletas, membros de equipe e organizadores consumiram 10.000 preservativos na Vila Olímpica, e a organização anunciou reposição imediata para garantir oferta até o fim dos Jogos

A Vila Olímpica dos Jogos de Inverno em Milão-Cortina registrou alta procura por preservativos gratuitos, e os dispensadores instalados nas acomodações se esgotaram em apenas alguns dias.

A organização havia distribuído cerca de 10.000 preservativos entre Cortina d’Ampezzo, as vilas nas montanhas e outras instalações, mas o suprimento foi totalmente utilizado rapidamente, segundo os relatos.

Reposição foi prometida e os estoques serão reabastecidos continuamente até o encerramento das competições, conforme informação divulgada pelo g1.

O que aconteceu na Vila Olímpica

De acordo com a organização dos Jogos, a procura pelo estoque de camisinhas foi “maior do que a prevista”, o que levou ao esgotamento das unidades distribuídas no fim de semana, ainda com mais de uma semana de competição pela frente.

O comitê organizador informou que “suprimentos adicionais estão sendo entregues e serão distribuídos por todas as Vilas entre hoje e segunda-feira”, e que os estoques serão reabastecidos continuamente até o final dos Jogos para garantir disponibilidade contínua.

Declarações e números citados

Entre os dados mais citados está o total de 10.000 preservativos distribuídos e o número aproximado de 2.800 atletas hospedados nas vilas, informações que circularam em coletivas e comunicados.

O porta-voz do Comitê Olímpico Internacional, Mark Adams, comentou a situação afirmando que “É a regra 62 da Carta Olímpica que temos que ter preservativos”. Adams também observou, sobre o uso rápido dos itens, que a demanda foi intensa e fez menção ao Dia dos Namorados como possível fator que aumentou o consumo.

Reações dos atletas

Alguns competidores disseram ter se surpreendido com a velocidade do esvaziamento dos dispensadores. O patinador artístico Donovan Carrillo disse, “Eu vi isso esta manhã. Fiquei chocado, como todo mundo”.

Outro atleta relatou que “Eles acabaram em três dias”, e a esquiadora alpina Mialitiana Clerc, que representa Madagascar, contou que não havia mais preservativos em sua acomodação, e que as caixas colocadas na entrada dos prédios eram esvaziadas diariamente.

Contexto e implicações

Distribuir preservativos em vilas olímpicas é prática comum para promover relações seguras entre competidores, especialmente diante do perfil jovem da maioria dos atletas. A organização reiterou que a reposição segue norma vigente e será mantida até o fim dos Jogos.

Além do aspecto de prevenção em saúde, há relatos de que muitos atletas pegaram preservativos como lembrança ou para dar a amigos fora dos Jogos, o que também pode ter contribuído para o rápido esgotamento.

Enquanto as medalhas seguem sendo o foco principal da competição, o episódio com o estoque de camisinhas reflete que a vida social e as interações pessoais continuam intensas nas vilas, e que a logística de suprimentos precisa acompanhar essa demanda.

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