quinta-feira, junho 4, 2026

Entressafra da cana-de-açúcar: usinas de Catanduva e Novo Horizonte desmontam colhedoras, reformam equipamentos e mobilizam equipes para garantir operação na próxima safra

Share

Na entressafra da cana-de-açúcar, usinas do noroeste paulista intensificam manutenções, desmontam moendas e caldeiras, e preparam máquinas e equipes para o novo ciclo

Durante o período sem colheita as oficinas das usinas se transformam em centros de reforma, com cronogramas e estoques de peças para acelerar os reparos.

Colhedoras, moendas e caldeiras são totalmente desmontadas e revisadas, com prioridade para segurança e disponibilidade operacional.

As ações seguem um planejamento que mapeia problemas durante a safra, com ajustes conforme o clima e a logística local, conforme informação divulgada pelo g1.

Revisão completa das colhedoras

As colhedoras operam 24 horas por dia durante a safra, por nove meses seguidos, por isso recebem atenção especial na entressafra.

A vida útil média é de 18 mil horas, o equivalente a cinco períodos de safra, e, quando necessário, cada reforma chega a custar cerca de R$ 150 mil por máquina.

Na usina de Catanduva a meta é concluir todas as revisões até março, após o encerramento da safra em novembro.

Moendas, caldeiras e capacidade de moagem

Setores como moenda e caldeira são desmontados por apresentarem maior desgaste, com inspeção de peças e troca de componentes pesados.

Uma unidade citada tem capacidade para moer até 600 toneladas de cana por hora, por isso a manutenção desses setores é crucial para evitar perdas no início do próximo ciclo.

Peças, estoques e logística de manutenção

Além dos reparos internos, algumas usinas anteciparam entregas de empresas terceirizadas para reduzir o tempo de parada e agilizar a montagem.

Em Catanduva a estrutura inclui um estoque próprio com milhares de itens, e equipes dedicadas à conservação e reposição de componentes.

Equipe, remanejamento e planejamento

O trabalho de manutenção mobiliza funcionários remanejados da safra, e líderes locais coordenam equipes multifuncionais entre dezembro e abril.

Um exemplo é a usina de Novo Horizonte, onde cerca de 3 mil funcionários atuam na unidade, e profissionais da produção passam para o time de manutenção.

Na unidade de Catanduva há uma equipe exclusiva para manutenção formada por 164 funcionários, o que permite respostas rápidas a falhas mapeadas durante a operação.

Impacto esperado na produtividade

Além da correção de falhas, a entressafra é usada para modernizar maquinário, substituir equipamentos e implementar melhorias que aumentem a eficiência.

O planejamento considera também variáveis climáticas, como a época de chuvas no noroeste paulista, que pode atrasar instalações externas e influenciar prazos de entrega.

Com manutenção preventiva rigorosa, estoque de peças e equipes dedicadas, as usinas buscam garantir que a próxima safra comece sem gargalos operacionais.

Leia Mais

Fique por dentro