Formação conhecida como Arco Sant’Andrea, apelidada de Arco do Amor, desmoronou após fortes chuvas no litoral do Adriático em 14 de fevereiro, deixando moradores em choque
Uma formação rochosa costeira que atraía turistas e pedidos de casamento caiu sobre o Mar Adriático durante fortes chuvas, no sábado, 14 de fevereiro.
O colapso ocorreu em plena Festa degli Innamorati, conhecida como Dia dos Namorados, e provocou comoção entre moradores e autoridades locais.
A informação foi divulgada por veículos de imprensa locais e repercutiu internacionalmente, conforme informação divulgada pelo g1.
O desabamento e a reação local
O local, oficialmente chamado Arco Sant’Andrea, era uma das maiores atrações da península de Salento, no sul da Itália, e havia ganho o apelido de Arco do Amor pelos pedidos de casamento que ocorriam ali.
Sobre o episódio, o prefeito de Melendugno, Maurizio Cisternino, declarou, “É um golpe devastador. Um dos pontos turísticos mais famosos do nosso litoral e de toda a Itália desapareceu”, lamentando a perda do marco natural.
Contexto climático e vínculo com ciclones
Após ter registrado algumas das maiores temperaturas da história em 2025, o Mar Mediterrâneo vem sofrendo com ciclones e tempestades cada vez mais violentos, aumentando os riscos para formações costeiras frágeis.
No último dia 25 de janeiro, o ciclone Harry destruiu uma encosta na cidade de Niscemi, na Sicília. Uma fenda de 4 km de extensão foi aberta no meio da cidade, engolindo ruas, casas e carros pelo caminho.
As tempestades mais violentas no Mediterrâneo podem trazer ventos de cerca de 100 km/h e ondas de até 15 metros de altura, segundo relatos sobre os eventos recentes.
Impacto no turismo e no simbolismo da região
Além do impacto paisagístico, a perda do arco representa um golpe para o turismo local, que já explorava o simbolismo do local para casamentos e visitas românticas.
Autoridades e moradores demonstraram tristeza pela destruição, enquanto especialistas em clima e geologia alertam para a necessidade de monitoramento costeiro mais intensivo, diante das mudanças no Mediterrâneo.