quinta-feira, junho 4, 2026

Greve geral na Argentina contra a reforma trabalhista de Milei, CGT convoca 24 horas de paralisação antes da votação na Câmara e aumenta tensão política

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CGT anuncia paralisação de 24 horas assim que a Câmara iniciar o debate, reação ao projeto que flexibiliza contratos, férias, jornada e impõe limites ao direito de greve

A maior central sindical da Argentina marcou uma greve geral de 24 horas em protesto contra a reforma trabalhista de Milei, em reação ao texto que avança no Congresso e promete alterar regras históricas do trabalho.

A paralisação começará quando a Câmara dos Deputados iniciar o debate da proposta, e segundo a central, será uma interrupção das atividades, sem atos nas ruas.

O anúncio amplia a tensão entre sindicatos e o governo, em um momento em que a reforma segue para nova votação no Congresso, conforme informação divulgada pelo g1

O que diz o projeto

Reforma trabalhista de Milei reúne várias mudanças no mercado de trabalho, e o texto já aprovado no Senado foi descrito como uma das maiores revisões em décadas.

O texto segue para a Câmara dos Deputados, onde pode sofrer alterações, mas já é considerado uma das maiores mudanças em décadas.

A proposta flexibiliza contratos, altera regras de férias e jornada, facilita demissões e impõe limites ao direito de greve.

Como foi a votação no Senado e o calendário

A reforma trabalhista de Javier Milei foi aprovada no Senado por 42 votos a 30 na madrugada de quinta-feira (12).

A expectativa do governo é que a proposta seja votada no plenário em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Congresso.

Resposta dos sindicatos e formato da greve

A maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), anunciou nesta segunda-feira (16) que fará uma greve geral de 24 horas contra o projeto de reforma trabalhista do presidente Javier Milei.

Segundo a CGT, a greve não terá atos ou mobilizações nas ruas, será apenas interrupção das atividades, e tem o objetivo de pressionar deputados que vão analisar a proposta.

Tensão social e próximos passos

A votação gerou forte tensão social, com sindicatos e oposição alertando para a fragilização de direitos dos trabalhadores.

A votação foi marcada por forte tensão política e social, e na quarta-feira (11), manifestantes contrários à reforma entraram em confronto com a polícia em Buenos Aires.

Com o avanço da reforma trabalhista de Milei rumo à Câmara, a mobilização sindical e a possibilidade de mudanças no texto tornam imprevisível o desfecho, e a imprensa e analistas acompanham de perto os próximos dias de debate parlamentar.

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