CGT marca paralisação nacional de 24 horas contra a reforma trabalhista de Milei, a greve terá caráter de interrupção das atividades e aumentará pressão sobre o governo
A maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho, anunciou uma greve geral de 24 horas em reação ao projeto que altera direitos trabalhistas e segue para votação na Câmara dos Deputados.
A paralisação começará assim que a Câmara iniciar o debate sobre a proposta, e segundo a CGT não haverá atos ou mobilizações nas ruas, apenas interrupção das atividades.
As medidas aprovadas no Senado e a convocação da greve elevam a tensão política e social no país, colocando em xeque o calendário de votação do governo, conforme informação divulgada pelo g1.
O que motivou a convocação da greve
A convocação da greve geral de 24 horas pela CGT surge após um avanço legislativo que sindicatos e partidos da oposição consideram de grande alcance. Segundo o g1, “A reforma trabalhista de Javier Milei foi aprovada no Senado por 42 votos a 30 na madrugada de quinta-feira (12).” A votação no Senado reacendeu os protestos e gerou confrontos nas ruas.
Principais pontos da reforma e reações
A proposta, parte de um pacote de medidas econômicas, prevê flexibilização de contratos, mudanças em regras de férias e jornada, facilitação de demissões e limites ao direito de greve. Especialistas ouvidos pelo g1 apontam que se trata de uma das maiores mudanças nas leis trabalhistas em décadas.
Sindicatos afirmam que a reforma fragiliza direitos históricos dos trabalhadores, enquanto o governo defende a medida como essencial para estimular emprego e investimento.
Agenda política e próximos passos
O texto aprovado no Senado segue agora para a Câmara dos Deputados, onde pode ser alterado, mas a expectativa do governo é que a proposta seja votada no plenário em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, quando o presidente pretende abrir o período de sessões ordinárias do Congresso, conforme informação divulgada pelo g1.
A greve, que começará com o início do debate na Câmara, aumenta a pressão sobre deputados e sobre o próprio presidente, enquanto manifestações e confrontos nas ruas mantêm elevada a tensão social em Buenos Aires e em outras cidades.
Impacto imediato e repercussão
Segundo dirigentes sindicais, a paralisação terá caráter estritamente laboral, sem atos de rua, como forma de demonstrar força e tentar forçar mudanças no texto durante a tramitação na Câmara. O movimento coloca em evidência a capacidade de mobilização das centrais frente às mudanças propostas pelo executivo.
O desenrolar da votação e as negociações entre parlamentares e sindicatos definirão se o projeto sofrerá modificações substanciais antes de sua eventual aprovação, mantendo a Argentina em clima de forte disputa sobre o futuro das relações de trabalho.