quinta-feira, junho 4, 2026

Aumento de navios e caças dos EUA perto do Irã, porta-aviões Abraham Lincoln com 90 aeronaves e 5.680 tripulantes, e possível chegada do USS Gerald R. Ford

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Novas imagens de satélite mostram reforço militar dos EUA no Golfo, com destróieres, caças F-15 e F-35, movimentação aérea e exercício iraniano no Estreito de Ormuz

Nos dias que antecederam uma nova rodada de negociações entre EUA e Irã, imagens públicas registraram um claro aumento de navios e caças dos EUA na região, gerando preocupação sobre o equilíbrio militar no Golfo e no Mar Arábico.

Satélites e imagens oficiais mostram o porta-aviões Abraham Lincoln acompanhado por destróieres, além de maior presença de aviões de combate e de apoio, em bases próximas ao teatro de negociações.

Os dados e movimentos foram acompanhados por agências internacionais e por relatos oficiais, conforme informação divulgada pelo g1.

Onde está o porta-aviões e o que ele transporta

Imagens disponíveis publicamente dos satélites Sentinel-2 mostraram o porta-aviões Abraham Lincoln no Mar Arábico, a cerca de 240 km da costa de Omã, segundo análise por satélite.

O navio lidera um grupo de ataque com três destróieres da classe Arleigh Burke, e, segundo relatos, transporta 90 aeronaves, incluindo caças F-35, e 5.680 tripulantes. O Comando Central dos EUA também divulgou imagens do grupo de ataque no Mar Arábico.

Outros navios e o movimento aéreo na região

A BBC, ao rastrear imagens e movimentos, identificou cerca de 12 navios americanos no Oriente Médio, incluindo destróieres capazes de disparar mísseis de longo alcance, navios especializados em combate próximo à costa posicionados no Bahrein, e unidades no Mediterrâneo Oriental e no Mar Vermelho.

Além disso, foi registrado aumento de caças F-15 e EA-18 na base de Muwaffaq Salti, na Jordânia, e maior fluxo de aeronaves de carga, reabastecimento e comunicações deslocando-se dos EUA e da Europa para a região.

Os Estados Unidos também teriam enviado, ou estariam enviando, o USS Gerald R. Ford, o maior navio de guerra do mundo, que pode chegar ao teatro em próximas semanas.

Resposta do Irã e importância estratégica do Estreito de Ormuz

Em resposta às movimentações americanas, a Guarda Revolucionária Islâmica lançou um exercício marítimo no Estreito de Ormuz, com presença do comandante, major Mohammad Pakpour, e lançamento de mísseis a partir de um navio, de acordo com a agência Tasnim, ligada à IRGC.

O Estreito de Ormuz é uma rota crítica para o comércio global de energia, cerca de um quinto do petróleo e gás do mundo flui pelo local, incluindo exportações do terminal da Ilha de Kharg.

Avaliação de especialistas e possíveis cenários

O especialista Justin Crump, em análise citada pela BBC Verify, afirmou que os atuais preparativos dos EUA no Oriente Médio demonstram “mais profundidade e sustentabilidade” do que mobilizações anteriores, como as vistas antes de operações na Venezuela e ataques passados ao Irã.

Crump também avaliou que a disposição das forças permitiria um “ritmo de ataques bastante intenso e sustentado” de cerca de 800 missões por dia, caso houvesse escalada, e que a estratégia atual combina opções de dissuasão que podem ser ampliadas ou reduzidas conforme necessário.

O reforço militar ocorre enquanto autoridades americanas e iranianas se reuniam para discutir o programa nuclear e possíveis suspensões de sanções, e as movimentações navais e aéreas seguem acompanhadas por agências e imagens de satélite, gerando tensão e atenção internacional.

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