quinta-feira, junho 4, 2026

Paramount tem uma semana para apresentar melhor e final pela aquisição Warner Bros, Netflix libera negociação até 23 de fevereiro para oferta ajustada

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Prazo de sete dias dado pela Netflix permite que Paramount Skydance tente melhorar proposta pela aquisição Warner Bros, preço de US$ 31 por ação é mencionado

A Warner Bros. Discovery recebeu uma janela de sete dias para negociar com a Paramount Skydance, com o objetivo de obter uma “melhor e final oferta” para a aquisição da companhia.

A liberação foi concedida pela Netflix, por meio de uma isenção temporária conhecida como limited waiver, e vale até 23 de fevereiro, segundo comunicado da Warner.

O processo antecede a reunião de acionistas marcada para 20 de março, quando os sócios votarão a possível fusão com a Netflix, conforme informação divulgada pelo g1.

O que significa a isenção temporária

A chamada limited waiver permite à Warner discutir com a Paramount sem violar obrigações contratuais prévias com a Netflix, por um período limitado de sete dias.

Durante esse prazo, a Warner terá liberdade para pedir esclarecimentos e avaliar se a oferta da Paramount pode ser considerada superior à já apresentada pela Netflix.

Ofertas na disputa e valores em jogo

A Netflix apresentou uma proposta inicial avaliada em cerca de US$ 82,7 bilhões, pagando US$ 27,75 por ação, proposta depois ajustada para pagamento integral em dinheiro.

A Paramount Skydance entrou na disputa com uma oferta superior, avaliada em cerca de US$ 108,4 bilhões, oferecendo US$ 30 por ação em dinheiro, e numa revisão recente mencionou ao conselho da Warner a disposição de pagar US$ 31 por ação.

A última revisão da Paramount propôs US$ 30 por ação em dinheiro, mais a promessa de pagar US$ 0,25 por ação a cada três meses caso a operação não seja concluída após dezembro de 2026, além do compromisso de arcar com a multa de US$ 2,8 bilhões que a Warner teria de pagar se rompesse o contrato com a Netflix.

Posições do conselho da Warner e declarações oficiais

Segundo o comunicado da Warner, a negociação com a Paramount visa dar “maior clareza” aos acionistas e permitir que a concorrente apresente sua melhor proposta.

A Warner citou em nota, “Durante esse período, a Warner se envolverá com a Paramount para discutir as deficiências que permanecem não resolvidas e esclarecer certos termos do acordo de fusão proposto”.

O presidente e diretor da companhia, David Zaslav, afirmou que o foco tem sido o interesse dos acionistas, com a citação exata, “Durante todo esse processo, nosso único foco tem sido maximizar valor e segurança para os acionistas da Warner Bros”.

O conselho, no entanto, segue recomendando por unanimidade que os acionistas aprovem a fusão com a Netflix. O presidente do conselho, Samuel Di Piazza, declarou que “Continuamos a acreditar que a fusão com a Netflix está no melhor interesse dos acionistas da Warner devido ao enorme valor que proporciona, ao nosso caminho claro para obter aprovação regulatória e às proteções de transação para os acionistas contra riscos de queda”.

Riscos regulatórios e próximos passos

Além da disputa entre ofertantes, o negócio enfrenta análise de autoridades, com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abrindo investigação para avaliar riscos de concentração no mercado de streaming.

A Netflix afirma que a análise faz parte do processo normal de revisão e nega que haja uma investigação específica por monopólio, e a conclusão do negócio depende de aprovações regulatórias, da votação dos acionistas e da separação da unidade Discovery Global.

Nos próximos dias, a Warner avaliará a carta da Paramount e decidirá se aceita uma proposta vinculante, enquanto a Netflix mantém o direito de igualar qualquer oferta apresentada, e os acionistas se preparam para votar em 20 de março.

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