quinta-feira, junho 4, 2026

Atleta ucraniano recebe US$ 200 mil após desclassificação por capacete com imagens de mortos, doador é dono do Shakhtar Donetsk, caso envolve COI e CAS

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Doação de mais de US$ 200 mil compensa, em parte, a perda da chance de competir pelo ouro, atleta ucraniano recebe US$ 200 mil e volta ao país entre elogios

Vladyslav Heraskevych, atleta de skeleton da Ucrânia, foi desclassificado dos Jogos de Inverno depois de usar um capacete com imagens de atletas ucranianos mortos na guerra, e recebeu uma doação de mais de US$ 200 mil do dono do clube Shakhtar Donetsk.

O valor, segundo a reportagem, equivale ao prêmio em dinheiro que a Ucrânia paga a atletas que conquistam medalha de ouro nos Jogos Olímpicos, e foi anunciado como reconhecimento pelo que muitos chamaram de gesto simbólico e patriótico.

O caso ganhou atenção internacional porque envolveu regras do Comitê Olímpico Internacional sobre manifestações políticas durante as competições, e um recurso ao tribunal esportivo foi negado poucas horas antes das últimas descidas do atleta, conforme informação divulgada pelo g1.

Por que Heraskevych foi desclassificado

Heraskevych, de 27 anos, competia na modalidade skeleton, em que o atleta desce de bruços sobre um trenó, e estava usando um capacete com homenagens a colegas ucranianos mortos na guerra com a Rússia. A Federação Internacional de Bobsled e Skeleton considerou que as imagens violavam as regras sobre expressão dos atletas nos Jogos, e ele perdeu um recurso na Corte Arbitral do Esporte antes de participar das descidas finais.

A reação e a doação

O dono do Shakhtar Donetsk anunciou uma doação de mais de US$ 200 mil a Heraskevych. Em comunicado, o presidente do Shakhtar, Rinat Akhmetov, afirmou, “Vlad Heraskevych foi privado da oportunidade de competir pela vitória nos Jogos Olímpicos, mas retorna à Ucrânia como um verdadeiro vencedor”.

A quantia foi descrita como equivalente ao bônus que a Ucrânia oferece a campeões olímpicos, e a doação foi interpretada como uma forma de reconhecimento público pelo ato simbólico do atleta.

Posição do COI e detalhes do processo

O Comitê Olímpico Internacional advertiu Heraskevych um dia antes da prova, sugerindo medidas alternativas, como o uso de uma braçadeira preta e a exibição do capacete antes e depois da corrida, mas afirmando que o uso do equipamento durante a competição violaria as regras que proíbem manifestações políticas nas áreas de competição.

Heraskevych havia sido autorizado a treinar por vários dias com o capacete em Cortina d’Ampezzo, e a decisão final da federação e da Corte Arbitral do Esporte ocorreu apenas horas antes das descidas decisivas.

Impacto para o atleta e desdobramentos

Além do apoio financeiro, Heraskevych recebeu elogios públicos, inclusive do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. O episódio renovou o debate sobre limites entre expressão pessoal e regras olímpicas, e sobre como gestos simbólicos são tratados em eventos internacionais.

O atleta volta à Ucrânia com apoio e uma doação que, segundo a cobertura, busca compensar a perda da oportunidade de competir pelo pódio, e deve enfrentar agora a repercussão política e esportiva do caso nos próximos meses.

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