Nova rodada mediada pelos EUA teve duração de horas, mostrou progresso em assuntos militares, mas impasse territorial entre Kiev e Moscou impediu fechamento de acordo
A nova rodada de negociações entre EUA, Ucrânia e Rússia, realizada em Genebra, terminou sem um acordo para encerrar a guerra que se aproxima de quatro anos.
As sessões, mediadas por negociadores dos Estados Unidos, ocorreram ao longo de terça e quarta-feira, com encontros que somaram cerca de oito horas no total.
Líderes das delegações disseram haver avanços em temas militares, mas divergências persistiram sobre a questão territorial, que bloqueou qualquer solução imediata,
conforme informação divulgada pelo g1
Como foram as conversas em Genebra
As tratativas foram descritas por ambos os lados como difíceis, e tiveram momentos de tensão, mas também avanços em pontos técnicos e militares.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou, em conversa com repórteres, que “Podemos ver que houve progresso, mas, por enquanto, as posições divergem porque as negociações foram difíceis”.
O chefe da delegação russa, Vladimir Medinski, descreveu as reuniões como “difíceis, mas profissionais”, e declarou que “A próxima reunião acontecerá em um futuro próximo”.
O principal impasse, território
O maior obstáculo identificado nas negociações entre Ucrânia e Rússia foi a questão territorial, em especial a exigência de Moscou pela cessão de toda a região do Donbas.
Kiev se recusou a entregar o trecho do leste que ainda está sob seu controle, mantendo a posição de não ceder territórios conquistados por força.
Um negociador russo não identificado disse que “As conversas foram tensas”, confirmando a dificuldade em encontrar um ponto de convergência nessa área.
Reações e sinais de continuidade
Apesar do impasse, representantes de ambos os lados disseram que houve progresso em diferentes temas, e que novas rodadas de discussão devem ocorrer em breve.
O chefe da delegação ucraniana, Rustem Umerov, também afirmou haver progresso, mas afirmou que não poderia revelar detalhes no momento.
O enviado especial do governo dos EUA, Steve Witkoff, falou em “progresso significante” antes da reunião, sem fornecer publicamente informações adicionais.
O que vem a seguir
Fontes indicam que as negociações EUA Ucrânia Rússia podem ser retomadas em curto prazo, com foco em aprofundar os avanços militares e tentar superar o impasse territorial.
Zelensky pediu que países europeus participem das conversas, ao afirmar que a presença europeia seria “fundamentalmente necessária” para avançar rumo a um acordo mais amplo.
Enquanto novas reuniões são aguardadas, a falta de consenso sobre território mantém as perspectivas de um acordo final distantes, e a guerra segue sem resolução imediata.