quinta-feira, junho 4, 2026

Negociações EUA, Ucrânia e Rússia em Genebra terminam sem acordo por impasse territorial, Zelensky acusa Moscou de arrastar tratativas e pede Europa na mesa

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Rodada mediada pelos EUA em Genebra registrou avanços militares, conversas ‘difíceis’, duração de quase duas horas nesta sessão, e impasse sobre Donbas e usina de Zaporizhzhia

A nova rodada de negociações EUA, Ucrânia e Rússia realizada em Genebra não resultou em um acordo para encerrar a guerra, após debates tensos sobre o futuro de territórios no leste ucraniano.

As tratativas duraram quase duas horas nesta quarta, depois de cerca de seis horas na terça, e terminaram por volta das 7h, no horário de Brasília, segundo relatos das delegações.

Embora as partes tenham relatado progresso em pontos militares, persistem divergências centrais sobre a cessão de áreas do Donbas e a situação da usina nuclear de Zaporizhzhia, temas que emperram as conversas.

conforme informação divulgada pelo g1

Divergências centrais e o impasse territorial

O principal obstáculo nas negociações continua sendo a questão territorial. Moscou exige a cessão de parte do Donbas, enquanto Kiev se recusa a entregar o controle das áreas leste ainda sob sua administração. A definição sobre a usina de Zaporizhzhia também permanece sem solução, e tem sido ponto sensível nas conversas.

Avaliação das delegações e declarações

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que, “Podemos ver que houve progresso, mas, por enquanto, as posições divergem porque as negociações foram difíceis”, em comentário a jornalistas após o encontro. Zelensky também acusou a Rússia de arrastar as tratativas e pediu a participação europeia nas negociações, destacando que isso seria “fundamentalmente necessária”.

O chefe da delegação russa, Vladimir Medinski, avaliou as mesas como “difíceis, mas profissionais”, e acrescentou que “a próxima reunião acontecerá em um futuro próximo”, sem dar detalhes. Um negociador russo não identificado descreveu as conversas como, “As conversas foram tensas”.

Do lado americano, o enviado especial Steve Witkoff falou em “progresso significante” antes da reunião, sem detalhar pontos específicos.

O que mudou e o que vem a seguir

Segundo representantes, os avanços aparecem mais no âmbito militar do que nas questões territoriais, o que sugere que assuntos como limites de controle e garantias de segurança seguem sem compromisso final. Rustem Umerov, chefe da delegação ucraniana, afirmou que houve progresso, porém disse que não poderia revelar detalhes.

Ambas as partes disseram que as negociações foram difíceis, e confirmaram que novos encontros devem ocorrer em breve. A continuidade das conversas e a eventual inclusão de mediadores europeus são apontadas como possíveis caminhos para tentar destravar o impasse.

Impacto e perspectiva

Com a guerra prestes a completar quatro anos, a falta de acordo em Genebra mostra a complexidade de combinar garantias militares com concessões territoriais. A insistência de Kiev em não ceder o restante do Donbas e as exigências russas indicam que o processo pode demandar mais rodadas e maior envolvimento internacional para avançar.

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