quinta-feira, junho 4, 2026

Banco Pleno em liquidação extrajudicial pelo Banco Central após venda a Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, por perda de liquidez e descumprimento de normas

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Liquidação atinge Banco Pleno e Pleno Distribuidora, controle transferido no segundo semestre a Augusto Lima, com apuração de responsabilidades pelo Banco Central

O Banco Pleno teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central nesta quarta-feira, 18, em razão de agravamento da sua situação econômico-financeira e de descumprimento de normas regulatórias.

A medida também foi estendida à Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, integrantes do mesmo conglomerado financeiro que foi vendido no segundo semestre do ano passado ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.

O Banco Central informou que seguirá investigando e apurando responsabilidades, com possibilidade de sanções administrativas e envio de informações a outras autoridades, conforme informação divulgada pelo g1.

Motivos e justificativa do Banco Central

Segundo o comunicado oficial, a medida foi tomada devido ao “agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldade para pagar suas obrigações no dia a dia”, além de “descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora”.

Na explicitação do motivo, o Banco Central afirmou, textual e oficialmente, “A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil.”

Participação no sistema e números-chave

O conglomerado era de pequeno porte, com participação de apenas 0,04% nos ativos totais do sistema financeiro, que somavam R$ 18,07 trilhões até setembro do ano passado, o que equivale a aproximadamente R$ 7,2 bilhões em ativos.

Em captações, a participação do grupo era de 0,05% do total de R$ 13,1 trilhões, cerca de R$ 6,5 bilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central.

Consequências práticas e próximos passos

Com a liquidação extrajudicial, a legislação determina que os bens dos controladores e dos administradores fiquem indisponíveis, medida adotada pelo Banco Central enquanto prossegue a apuração.

O órgão regulador informou ainda que as investigações podem resultar em sanções administrativas e em remessa de informações a outras autoridades, preservando o cumprimento das normas prudenciais e a estabilidade do sistema financeiro.

Contexto da venda e repercussão

As instituições faziam parte do grupo do Banco Master e foram vendidas no segundo semestre do ano passado ao empresário Augusto Lima, identificado como ex-sócio de Daniel Vorcaro, informação registrada nas comunicações oficiais sobre o caso.

Embora o impacto direto sobre os números do sistema seja pequeno, a decisão do Banco Central ressalta a atuação do regulador para preservar liquidez e cumprimento de normas, e aponta para apurações que podem levar a penalidades a administradores e controladores.

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