quinta-feira, junho 4, 2026

Novas tarifas dos EUA entram em vigor com tarifa adicional de 10%, Trump citou 15%, Japão, UE e Reino Unido pedem garantias sobre acordos comerciais

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Governo aplica tarifa adicional de 10% sobre importações não isentas, CBP detalha aplicação após decisão da Suprema Corte, cenário gera incerteza para o comércio global

Os Estados Unidos passaram a aplicar a partir desta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, uma tarifa adicional de 10% sobre todos os produtos que não estejam cobertos por isenções.

A medida foi informada em um aviso da Alfândega e Proteção de Fronteiras, CBP, e segue a taxa inicialmente anunciada pelo presidente Donald Trump na sexta-feira, 20 de fevereiro.

No último sábado (21), Trump havia anunciado que elevaria a tarifa para 15%, e a nova ordem afirma que, exceto os produtos listados como isentos, as importações “estarão sujeitas a uma tarifa adicional de 10%” , conforme informação divulgada pelo g1.

O que muda na prática

Segundo o comunicado da CBP, a nova cobrança começou à meia-noite, e a aplicação das taxas anteriores, que variavam de 10% a 50%, foi suspensa após decisão da Suprema Corte.

A administração cita a Proclamação Presidencial de 20 de fevereiro de 2026 e usa a chamada Seção 122 da legislação americana para justificar a medida, que permite taxas por até 150 dias para enfrentar déficits considerados “grandes e graves”.

Motivos e dados citados pelo governo

Na ordem tarifária, Trump argumenta que há um desequilíbrio significativo nas contas externas dos EUA, e cita um “déficit comercial anual de US$ 1,2 trilhão em bens”, além de um “déficit em conta corrente equivalente a 4% do PIB” e a reversão do superávit de renda primária.

O governo afirma que a tarifa adicional de 10% é temporária, e a Casa Branca indicou que o aumento para 15% poderia ocorrer mais adiante por meio de decreto formal, informação que veículos como o Financial Times e a Reuters tentaram confirmar.

Reações internacionais e pedidos de garantias

O anúncio ampliou a incerteza sobre a política comercial americana, e parceiros importantes reagiram rapidamente.

O Japão pediu garantias de que será tratado, no novo regime, de forma tão favorável quanto no acordo atual, e a União Europeia e o Reino Unido também sinalizaram que desejam preservar os acordos já firmados com os EUA.

Impactos para o Brasil e para importadores

Para exportadores e importadores brasileiros, a medida eleva a atenção sobre custos e cadeias de fornecimento, sobretudo em produtos que não estejam nas listas de isenção publicadas pela CBP.

O texto da ordem e a aplicação prática ainda poderão mudar se a Casa Branca editar novos decretos, e o governo americano alertou que recuos de parceiros em acordos recentes podem levar a tarifas adicionais, com base em outras leis comerciais.

Especialistas consultados afirmam que há potencial para maior volatilidade no comércio internacional enquanto a medida estiver em vigor, e recomendam que empresas revisem contratos e hipóteses de custo para os próximos meses.

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