Paramount aumenta proposta e oferece US$ 31 por ação, mais promessa de US$ 7 bilhões por risco regulatório, forçando a Warner a reavaliar o acordo com a Netflix
A Paramount Skydance elevou a sua oferta pela Warner Bros. Discovery, em um movimento que pode alterar o rumo do acordo já firmado entre a WBD e a Netflix.
A proposta da Paramount foi ajustada para US$ 31 por ação, e a operação passa a ser avaliada em cerca de US$ 110 bilhões, considerando também a dívida da WBD.
A companhia afirmou que pagaria a multa de rescisão de US$ 2,8 bilhões à Netflix e ofereceu US$ 7 bilhões para cobrir possíveis entraves regulatórios, gerando nova pressão sobre o conselho da Warner, conforme informação divulgada pelo g1
O que mudou na oferta da Paramount
A nova proposta da Paramount inclui o aumento para US$ 31 por ação, e eleva a avaliação total da operação para aproximadamente US$ 110 bilhões, já com a dívida considerada.
A empresa também se comprometeu a arcar com a multa de US$ 2,8 bilhões que a WBD teria de pagar à Netflix em caso de desistência do acordo com a plataforma, e prometeu US$ 7 bilhões como compensação caso a fusão esbarre em questões regulatórias.
O negócio é liderado por David Ellison e financiado em grande parte por Larry Ellison, fundador da Oracle, aliado próximo do presidente Donald Trump, o que adiciona um componente político às negociações.
Implicações para a Netflix e para a Warner
A oferta da Netflix, que vale US$ 83 bilhões, é por uma fusão mais restrita e não inclui ativos de televisão dos estúdios Warner Bros., como os canais CNN e Discovery.
Se a Paramount vencer, esses canais poderiam ser transferidos para uma nova empresa listada, que cairia sob o controle de aliados de Donald Trump, cenário que tem sido observado de perto pelo presidente.
O conselho da WBD declarou que “é razoável esperar” que a proposta da Paramount gere uma oferta superior à da Netflix, e que, caso opte pela rival, a Netflix terá quatro dias úteis para apresentar uma contraproposta.
O diretor-executivo da Netflix, Ted Sarandos, resumiu a posição da empresa, dizendo, “Este é um acordo comercial, Não é um acordo político.”
Cenário regulatório e próximos passos
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos avalia a oferta apresentada pela Netflix, e as autoridades antitruste serão centrais para definir se qualquer fusão pode avançar sem restrições.
As negociações com a Paramount seguem em andamento, e a Netflix ainda pode aumentar sua proposta, enquanto o conselho da WBD mantém, por ora, preferência pela operação com a plataforma de streaming.
Além do aspecto financeiro, o interesse do presidente em se “envolver” no processo, e o histórico de mudanças após aquisições anteriores, tornam o desfecho incerto e sujeito a fatores políticos, regulatórios e de mercado.