quinta-feira, junho 4, 2026

Dólar em queda com foco nas contas públicas do Brasil, discurso de Trump e balanço da Nvidia, Tesouro divulga superávit e Ibovespa sobe a nova máxima

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Nesta quarta, o dólar recua a R$ 5,1305 pela manhã, com Tesouro mostrando superávit primário em janeiro, investidores de olho em Nvidia e falas do Fed, e Ibovespa em alta

O dólar opera em queda na manhã desta quarta-feira, enquanto investidores avaliam sinais econômicos nos Estados Unidos e as contas públicas do Brasil.

O movimento no câmbio também reflete entrada de capital estrangeiro, e a bolsa brasileira registrou nova máxima histórica na véspera.

Informações e números do dia, incluindo dados do Tesouro e desempenho dos índices, são detalhados a seguir, conforme informação divulgada pelo g1.

Cotação, variáveis e números-chave

Pela manhã, por volta das 9h15, o dólar recuava 0,48%, cotado a R$ 5,1305, após, na véspera, ter fechado em R$ 5,1553, com queda de 0,26%.

O Ibovespa encerrou a sessão anterior em 191.490,40 pontos, com avanço de 1,40%, atingindo uma nova máxima histórica, e mostrando forte apetite por risco.

No acompanhamento dos acumulados, o dólar mostra na semana -0,40%, no mês -1,76% e no ano -6,07%, enquanto o Ibovespa registra na semana +0,50%, no mês +5,58% e no ano +18,85%.

Agenda dos EUA, discurso de Trump e resultados corporativos

Nos Estados Unidos, o discurso do Estado da União do presidente Donald Trump dominou as atenções, com menções a Irã, Venezuela e política comercial, e sem citar diretamente a China na fala, às vésperas de viagem a Pequim.

Investidores acompanham também o balanço da Nvidia, a ser divulgado após o fechamento do mercado, e discursos de dirigentes do Federal Reserve, que podem influenciar os fluxos para ativos de risco e o comportamento do câmbio.

Em Wall Street, os três principais índices fecharam em alta após anúncios sobre ferramentas de inteligência artificial, com o Dow Jones subindo 0,76%, o S&P 500 avançando 0,78% e a Nasdaq ganhando 1,05%.

Contas públicas do Brasil e impacto no câmbio

Sobre as contas do governo, conforme divulgação do Tesouro, “o Governo Central registrou superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro, resultado acima da expectativa de superávit de R$ 88,8 bilhões.”

O resultado, segundo o relatório, foi favorecido pela arrecadação federal, que atingiu o maior nível para o mês desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995, e é reflexo do crescimento da economia e do aumento de impostos.

Para 2026, a meta definida é superávit de 0,25% do PIB, cerca de R$ 34,3 bilhões, com faixa de tolerância de 0,25 ponto percentual, e possibilidade de exclusões de despesas previstas no arcabouço fiscal.

Cenário global, mercados e perspectivas

O apetite por risco observado em Wall Street também se refletiu nas bolsas europeias e asiáticas, com destaque para avanços na China e em Tóquio, e fortalecimento de moedas locais frente ao dólar.

No curto prazo, a combinação de discursos do Fed, balanços de empresas de tecnologia e dados fiscais no Brasil tende a manter a volatilidade, com o dólar sensível a ruídos políticos e a movimentos de entrada de capital estrangeiro.

Investidores seguirão monitorando a agenda do dia, fluxo cambial semanal e a divulgação completa dos resultados corporativos, para reavaliar posições em ações e câmbio.

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