No World’s Best Sommeliers’ Selection 2026, o Casa Tés Grama Branco aparece entre 115 vinhos de 16 países, avaliados por sommeliers de 17 nações, ganhando menção por sua textura e notas tropicais
O vinho brasileiro entrou sozinho em uma lista internacional que reúne rótulos apontados como destaques por profissionais, e chamou atenção pela combinação varietal e perfil aromático.
Trata-se de um Sauvignon Blanc–Sémillon produzido no Vale da Grama, região próxima à Serra da Mantiqueira conhecida principalmente pela produção de café, e agora em evidência no cenário do vinho.
Conforme informação divulgada pelo g1, o rótulo nacional foi o único do Brasil a figurar na seleção.
O rótulo e as notas sensoriais
O guia descreve o vinho como tendo textura cremosa e notas de limão, abacaxi e maracujá, ideal para harmonizar com ceviche. Em texto da seleção, o vinho tem textura cremosa e notas de raspas de limão, abacaxi e maracujá, o que o torna um acompanhamento perfeito para ceviche, frase que ressalta o caráter fresco e gastronômico do rótulo.
Como foi feita a seleção
Segundo a organização responsável pela lista, a escolha aconteceu durante três dias de degustação na Inglaterra, com a participação de sommeliers de 17 países. A lista, que não estabelece ranking, selecionou 115 vinhos de 16 países, avaliados por sommeliers de 17 nações na Inglaterra, informação que explica o alcance internacional do processo.
Panorama internacional e presença do Brasil
A edição de 2026 destacou países tradicionais e emergentes, com a Itália liderando em número de rótulos. A Itália foi o país com maior número de rótulos, 20 no total, sendo 13 tintos, e logo depois aparece Portugal.
Portugal aparece na sequência, com 18 vinhos entre brancos, tintos e fortificados, dados que mostram a força de regiões europeias, enquanto o Brasil teve representação singular com o vinho do Vale da Grama.
O que muda para produtores e consumidores
A entrada do rótulo na lista tende a ampliar a visibilidade do Vale da Grama e de produtores que apostam em cortes brancos com potencial gastronômico. Para consumidores, significa maior atenção a rótulos nacionais capazes de dialogar com paladares internacionais.
Embora a seleção não estabeleça um ranking, a presença do vinho brasileiro no catálogo 2026 funciona como selo de qualidade percebido por sommeliers, e pode influenciar mercados e roteiros enogastronômicos no país.