Vinho brasileiro conquista vaga entre 115 rótulos avaliados por sommeliers de 17 países, confira a descrição, a região de origem e por que o rótulo chamou a atenção
O Vale da Grama, região próxima à Serra da Mantiqueira, voltou os holofotes para o vinho brasileiro após a inclusão de um único rótulo na seleção internacional de 2026.
O destaque da lista foi um branco com perfil fresco e tropical, e a escolha reforça a capacidade de rótulos nacionais se posicionarem no mercado global.
As informações sobre a presença do vinho brasileiro na seleção foram divulgadas pelo g1, conforme informação divulgada pelo g1
O rótulo, as características e as dicas de harmonização
O escolhido foi o Casa Tés Grama Branco, um Sauvignon Blanc–Sémillon do Vale da Grama, região tradicionalmente cafeeira situada próxima à Serra da Mantiqueira. Segundo o guia, o vinho tem textura cremosa e notas de raspas de limão, abacaxi e maracujá, o que o torna um acompanhamento perfeito para ceviche. Essa combinação de acidez e frutas tropicais chamou a atenção dos avaliadores.
Como foi feita a seleção
A World’s Best Sommeliers’ Selection é criada pela William Reed, responsável também pelo The World’s 50 Best Restaurants. A seleção foi feita durante três dias de janeiro, na Inglaterra, quando sommeliers de 17 países degustaram e avaliaram os vinhos. A lista, que não estabelece ranking, selecionou 115 vinhos de 16 países, segundo as informações publicadas.
Panorama internacional e posição do Brasil
No levantamento global, A Itália foi o país com maior número de rótulos, 20 no total, sendo 13 tintos. Em seguida aparece Portugal, com 18 vinhos entre brancos, tintos e fortificados, incluindo destaques do Douro. O Brasil teve apenas um representante entre os 115 rótulos escolhidos, o que evidencia tanto o desafio quanto a oportunidade para a indústria do vinho brasileiro.
O que isso significa para produtores e consumidores
Para produtores do Vale da Grama e de outras regiões emergentes, a presença em uma lista internacional pode abrir portas para exportação e maior visibilidade, além de atrair turismo enogastronômico. Para consumidores, é um convite a experimentar rótulos nacionais e a perceber a diversidade do vinho brasileiro além das regiões mais conhecidas.