{"title":"Imposto sobre celulares importados deve ter impacto reduzido no Brasil, mercado local já responde com montagem de 95% dos aparelhos vendidos","subtitle":"Governo aumentou alíquota para mais de mil produtos para reequilibrar preços, porém fabricantes como Samsung, Motorola e Apple já montam smartphones no país e limitam efeito do imposto sobre celulares importados","content_html":"<h2>Governo elevou alíquotas para mais de mil produtos, objetivo é reequilibrar preços entre itens estrangeiros e nacionais, a maior parte dos celulares vendidos já é montada no Brasil</h2><p>O aumento do imposto sobre celulares importados deve ter efeito limitado sobre os preços ao consumidor, porque a maior parte dos aparelhos comercializados no país é produzida localmente ou montada aqui.</p><p>Marcas tradicionais do setor já operam linhas de montagem no Brasil, o que isenta esses modelos do novo imposto de importação. Ainda assim, alguns celulares importados sem produção nacional podem ficar mais caros.</p><p>As informações que embasam esta reportagem foram divulgadas pelo g1, e neste texto veremos quem deve ser afetado, quanto o reajuste pode acrescentar ao custo de um aparelho e qual é a justificativa do governo, conforme informação divulgada pelo g1.</p><h3>Por que o impacto tende a ser pequeno</h3><p>Segundo os ministérios, a medida não atinge os smartphones produzidos no Brasil, que representam <b>95% dos aparelhos comprados no país em 2025, segundo os ministérios</b>. Isso reduz muito a base de dispositivos que sofrerão efeito direto do imposto sobre celulares importados.</p><p>Especialistas lembram que as grandes marcas, como Samsung, Motorola e Apple, já montam celulares no Brasil, o que significa que os modelos vendidos por essas empresas no país não serão impactados pela elevação do imposto.</p><p>É importante observar que, mesmo nos casos de montagem local, várias peças vêm do exterior e entram com tratamento tarifário específico, mas a medida prevê exceções, o que mitiga o efeito sobre produtos montados internamente.</p><h3>O que a nota técnica do governo e ministérios diz</h3><p>O governo justificou a mudança como forma de "reequilibrar os preços" entre itens estrangeiros e nacionais, segundo a nota técnica do Ministério da Fazenda.</p><p>Além disso, o ministério ressaltou, em nota citada pelo g1, que <b>"A decisão também garante tarifa zero de imposto de importação para todo componente usado pela indústria que não seja produzido no país (ou seja, que não tenha produção nacional similar)"</b>, o que protege insumos essenciais da indústria local.</p><p>Na explicação oficial, a medida deve ainda apoiar a indústria nacional e reduzir dependência externa, já que a China concentra boa parte das importações, e o Vietnã aparece como segunda origem mais relevante.</p><h3>Quem pode ser afetado pelas novas alíquotas</h3><p>Marcas que não montam aparelhos no Brasil, como a Xiaomi, podem sentir o impacto do imposto sobre celulares importados, porque suas vendas dependem de importação direta dos modelos prontos.</p><p>Consumidores que optam por comprar produtos no exterior por preço ou especificações também podem ver aumento, especialmente em modelos vendidos exclusivamente fora da cadeia de produção nacional.</p><p>Além disso, a escassez global de memória RAM e mudanças na produção de chips para inteligência artificial podem pressionar custos independentemente do imposto, ampliando efeitos sobre alguns modelos.</p><h3>Quanto pode aumentar no preço de um celular importado</h3><p>O governo elevou as alíquotas do imposto de importação em até 7,2 pontos percentuais para celulares e outros produtos de tecnologia, segundo a reportagem do g1.</p><p>Para ilustrar o impacto, o advogado tributarista Roberto Beninca considera um aparelho importado com valor de US$ 600. <b>"Com um câmbio de R$ 5 por dólar, o custo convertido seria de R$ 3 mil"</b>, explica Beninca em entrevista citada pelo g1.</p><p>Ele exemplifica, <b>"Imagine que, antes da medida, a alíquota do imposto de importação fosse de 16%. Nesse cenário, o valor do imposto seria de R$ 480, totalizando R$ 3.480 após essa etapa"</b>, e continua a comparação para o novo patamar.</p><p>Com o aumento de 7,2 pontos percentuais, <b>a alíquota passaria para 23,2%</b>, e <b>"o imposto sobre os mesmos R$ 3 mil seria de R$ 696, elevando o custo para R$ 3.696 apenas na fase inicial da importação"</b>, alerta Beninca, segundo o g1.</p><p>Beninca também observa que esse efeito inicial pode ser repassado ao consumidor final, porque o imposto de importação integra o custo base do produto, sobre o qual incidem margens do importador, despesas logísticas e tributos internos.</p><h3>Meta fiscal e arrecadação esperada</h3><p>O Ministério da Fazenda estima que a mudança vai gerar <b>R$ 14 bilhões a mais neste ano</b>, conforme a reportagem do g1.</p><p>O governo afirma que o aumento das tarifas ajudará a cumprir a meta de superávit, e que a medida faz parte de um conjunto de ajustes tributários adotados desde o início do terceiro mandato do presidente.</p><p>Em resumo, o imposto sobre celulares importados deve afetar mais as marcas e modelos que não têm produção ou montagem no Brasil, enquanto a maioria dos aparelhos vendidos no país, montada localmente, deve ficar fora do impacto direto do aumento.</p>"}
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