quinta-feira, junho 4, 2026

EUA autorizam revenda de petróleo venezuelano a Cuba para aliviar grave crise de combustível, com restrições que impedem benefícios às Forças Armadas e ao governo

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Departamento do Tesouro permite que empresas solicitem licença para revenda de petróleo venezuelano a Cuba, desde que transações apoiem o povo cubano e não beneficiem militares

A decisão do governo dos Estados Unidos pode reduzir a escassez de combustíveis que afeta Cuba, ao autorizar revenda de cargas venezuelanas por empresas que obtiverem licença.

A autorização impõe restrições claras, com foco em evitar que as operações beneficiem instituições militares ou governamentais cubanas, e em priorizar apoio ao setor privado e à população.

As informações foram divulgadas à imprensa e compiladas pelo g1 a partir de relatos da Reuters e de orientações públicas do Departamento do Tesouro, conforme informação divulgada pelo g1

O que mudou na prática

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos publicou orientações permitindo que empresas peçam licença para a **revenda de petróleo venezuelano a Cuba**, operação que estava suspensa desde janeiro, quando os EUA assumiram controle das exportações venezuelanas.

A medida autoriza que traders internacionais, terminais no Caribe e outras empresas solicitem permissão para encaminhar cargas à ilha, desde que as transações não beneficiem o governo cubano ou as Forças Armadas.

Segundo o texto das orientações citado pela Reuters, as transações devem ser voltadas para apoiar o povo cubano, incluindo o setor privado, e operações que envolvam ou beneficiem as Forças Armadas ou outras instituições do governo cubano não serão autorizadas.

Por que a medida foi adotada

A suspensão do envio de petróleo a Cuba ocorreu após mudanças no controle das exportações venezuelanas no início de janeiro, quando foi contabilizada a captura do presidente Nicolás Maduro, segundo relatos do período.

Por mais de 25 anos, a Venezuela foi a principal fornecedora de petróleo bruto e combustíveis para Cuba, por meio de um acordo bilateral, e a interrupção agravou a crise energética na ilha.

Com a nova política, o objetivo declarado é permitir suprimentos para uso comercial e humanitário, enquanto se evita o repasse de benefícios a entidades estatais cubanas.

Limitações comerciais e desafios para Cuba

A autorização exige que as operações sigam termos comerciais usuais, como garantias bancárias e pagamento antecipado, o que pode ser um obstáculo, porque não está claro se Cuba terá condições de comprar petróleo sem condições especiais.

O texto indica ainda que interessados não precisam ter, obrigatoriamente, uma empresa constituída nos EUA, e que algumas restrições previstas em licença concedida em janeiro não se aplicarão a Cuba.

Analistas e autoridades regionais permanecem céticos sobre a velocidade com que combustível chegará à ilha, devido a dificuldades financeiras de Havana e às exigências comerciais do mercado.

Contexto geopolítico e próximos passos

A medida surge enquanto grandes tradings, como Vitol e Trafigura, controlam grande parte das exportações venezuelanas, com milhões de barris estocados em terminais no Caribe para posterior revenda a vários destinos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que aliados da Venezuela que recebiam petróleo por meio de trocas e quitação de dívidas agora terão de pagar preços de mercado, entre eles China e Cuba, segundo reportagens sobre declarações oficiais.

O anúncio também coincide com visitas diplomáticas ao Caribe, destinadas a tratar da crescente crise humanitária em Cuba e suas possíveis repercussões regionais, e deve gerar pedidos de licença que serão avaliados pelo Tesouro americano.

Em resumo, a autorização abre uma via para a **revenda de petróleo venezuelano a Cuba**, com foco em apoio ao povo cubano e ao setor privado, mas faces práticas e financeiras podem limitar o impacto imediato sobre a crise de combustível na ilha.

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