quinta-feira, junho 4, 2026

Trump sugere ataque terrestre na Venezuela e diz que ‘eliminou’ grande instalação de narcotráfico, fontes do New York Times relatam possível operação

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Declaração do presidente sobre possível ataque terrestre na Venezuela mencionou a destruição de uma “grande instalação” ligada ao narcotráfico, sem confirmação oficial até o momento

O presidente dos Estados Unidos afirmou que, em uma ação recente, foi destruída uma instalação usada por traficantes, e descreveu o episódio como um golpe duro contra o narcotráfico.

A fala, feita em entrevista à rádio WABC, de Nova York, não trouxe detalhes sobre localização ou responsáveis pela operação, e passou a ser destacada pela imprensa na segunda-feira.

As informações reportadas em veículos americanos e a falta de confirmações oficiais geraram dúvidas sobre a ocorrência e o alcance da ação, conforme informação divulgada pelo g1.

O que o presidente disse

Na entrevista concedida a John Catsimatidis, Trump afirmou, em tom informal, que “Eles têm uma grande fábrica ou uma grande instalação de onde saem os barcos”.

O presidente acrescentou, em seguida, “Há duas noites, nós a eliminamos. Então, nós demos um duro golpe neles.”, sem especificar datas, local exato ou que forças participaram da ação.

O relato do The New York Times

Segundo reportagem do The New York Times, membros do governo americano disseram que o presidente se referia a uma instalação na Venezuela usada por narcotraficantes.

O jornal citou autoridades que interpretaram a declaração como referência a uma operação em território venezuelano, mas não detalhou o propósito preciso do local atacado.

Ausência de confirmação oficial

Até agora, o Pentágono, a CIA e outros órgãos de defesa e inteligência dos EUA não confirmaram publicamente a execução de um ataque em solo venezuelano.

O governo venezuelano também não reconheceu ter sofrido qualquer ataque direto ao seu território, o que aumenta a ambiguidade sobre o anúncio presidencial.

Contexto e possíveis implicações

Se confirmada, a ação seria a primeira em território venezuelano desde que os EUA intensificaram a pressão contra o regime de Nicolás Maduro, deslocando caças, navios de guerra e um porta-aviões para o Caribe.

Até aqui, a Casa Branca vinha divulgando ações, principalmente em alto-mar, contra lanchas supostamente usadas pelo tráfico e a apreensão de petroleiros ligados ao governo venezuelano, o que torna a alegada operação em terra um salto nas opções militares mencionadas pelo governo.

Analistas e fontes militares costumam pedir cautela em relatos informais, pois declarações presidenciais podem antecipar, ou simplificar, operações que ainda não foram oficialmente confirmadas por agências competentes.

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