Fluxo para o ativo de refúgio e incertezas sobre o Estreito de Ormuz pressionam os mercados, enquanto sinais mistos do petróleo e dados dos EUA mantêm a cautela
O dólar abriu em alta nesta manhã, com investidores atentos às negociações entre os Estados Unidos e o Irã e à possível decisão do presidente Donald Trump sobre um ataque.
Ao mesmo tempo, o preço do petróleo recuava, reduzindo parte da pressão sobre ativos de risco, mas o cenário geopolítico segue como fator central para mercados e taxas de câmbio.
No âmbito doméstico, pesquisas políticas e indicadores econômicos fracos aumentam a sensibilidade dos investidores às notícias externas, conforme informação divulgada pelo g1.
Tensão entre EUA e Irã e impactos no mercado
Agentes do mercado já consideram a possibilidade de um ataque dos Estados Unidos ao Irã, por causa de uma reunião em Genebra que pode definir limites ao programa nuclear iraniano.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou ver chances de um resultado positivo no encontro, e o ministro de Relações Exteriores, Abbas Araqchi, disse que um acordo é possível se a diplomacia for priorizada, conforme relatado pelo g1.
Do lado americano, o secretário de Estado Marco Rubio disse que espera uma reunião produtiva, mas afirmou que o governo iraniano enfrentará “um grande problema” se resistir a discutir os limites dos mísseis, informação que elevou a aversão ao risco.
Em momentos de instabilidade geopolítica, investidores tendem a buscar ativos considerados mais seguros, como o dólar, e a se afastar de aplicações mais arriscadas, como ações, pressionando bolsas e ajustando expectativas de lucro para setores específicos.
Petróleo, oferta e possibilidade de bloqueio do Estreito de Ormuz
Apesar da tensão, o petróleo recuava nesta manhã, com o Brent caindo 1,31%, a US$ 69,91 por barril, enquanto o WTI recuava 1,59%, a US$ 64,37, conforme os dados divulgados pelo g1.
Analistas avaliam que um eventual bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do comércio mundial de petróleo, poderia pressionar fortemente preços e aumentar a demanda por dólar como refúgio, graças ao papel da moeda no comércio global.
Mesmo assim, especialistas apontam que a alta dos preços pode ser limitada no curto prazo por excesso de oferta global e por restrições que já existem às vendas do próprio Irã.
Dados dos EUA e cenário para os mercados
No calendário econômico americano, o Departamento de Trabalho divulga os pedidos iniciais de seguro-desemprego da semana até 21 de fevereiro, às 10h30, e os mercados observam a leitura com atenção.
Na semana anterior foram registrados 206 mil pedidos, e a expectativa agora é de 215 mil, número que pode influenciar o humor de Wall Street e a trajetória do dólar no curto prazo, segundo o g1.
Mercados globais e repercussão no Brasil
Wall Street fechou em alta, com o Dow Jones subindo 0,63%, aos 49.482,27 pontos, o S&P 500 avançando 0,81%, aos 6.946,14 pontos, e o Nasdaq em alta de 1,26%, aos 23.152,08 pontos, conforme informação do g1.
Na Europa, o índice STOXX 600 subiu 0,7%, aos 633,47 pontos, o FTSE 100 avançou 1,18%, aos 10.806,41 pontos, o CAC 40 subiu 0,47%, aos 8.559,07 pontos, e o DAX avançou 0,76%, aos 25.175,94 pontos.
Na Ásia, o CSI300 subiu 1,2%, o Hang Seng avançou 0,8%, e o Nikkei disparou 2,2%, chegando a 58.583 pontos, enquanto o KOSPI subiu 1,91%, aos 6.083 pontos, e o TAIEX avançou 2,05%, para 35.413 pontos, segundo levantamento divulgado pelo g1.
No Brasil, investidores também acompanham a pesquisa da AtlasIntel que apontou o presidente Lula e Flávio Bolsonaro “tecnicamente empatados em um eventual segundo turno”, resultado interpretado por parte do mercado como sinal de possível mudança no comando do país em 2026, com impacto nas expectativas fiscais e nas políticas de controle das contas públicas.
Os dados de mercado doméstico mostram, conforme o g1, os seguintes acumulados para o dólar e para o Ibovespa, apresentados pelas fontes: Acumulado da semana: -0,99%;Acumulado do mês: -2,34%;Acumulado do ano: -6,63%.
Para o índice de ações, o g1 registrou: Acumulado da semana: +0,32%;Acumulado do mês: +5,39%;Acumulado do ano: +18,63%.
Em resumo, o movimento do dólar hoje reflete a combinação entre risco geopolítico, leitura dos indicadores americanos e ruídos políticos domésticos, fatores que devem manter a volatilidade nos mercados até que haja maior clareza sobre as negociações entre EUA e Irã, conforme informação divulgada pelo g1.