quinta-feira, junho 4, 2026

Dólar abre em alta com negociações EUA e Irã, pressão no petróleo e impacto no Ibovespa, entenda por que a moeda subiu e o que os investidores avaliam

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Negociações em Genebra e risco de ação militar mantêm o dólar entre os ativos procurados, afetando o preço do petróleo, o Ibovespa e a percepção de risco dos investidores

O dólar iniciou a sessão em alta, enquanto investidores monitoram as negociações entre Estados Unidos e Irã e indicadores americanos no radar.

Movimentos no petróleo e pesquisas políticas domésticas também influenciam o humor do mercado, e operadores reavaliam posições em ativos de risco.

As informações foram registradas ao longo da manhã e seguem em atualização, conforme informação divulgada pelo g1.

Abertura do câmbio e dados imediatos

Por volta das 9h05, a moeda americana subia 0,12%, cotada a R$ 5,1307, após na véspera a moeda americana ter caído 0,60%, cotada a R$ 5,1246, menor nível desde 21 de maio de 2024, conforme registro do g1.

O principal índice da bolsa brasileira recuou 0,13%, aos 191.247 pontos, e os acumulados apresentados foram, para o dólar, Acumulado da semana: -0,99%;Acumulado do mês: -2,34%;Acumulado do ano: -6,63%, e para o Ibovespa, Acumulado da semana: +0,32%;Acumulado do mês: +5,39%;Acumulado do ano: +18,63%, conforme informação divulgada pelo g1.

Por que o efeito veio das negociações EUA e Irã

Agentes do mercado já consideram a possibilidade de um ataque dos Estados Unidos ao Irã, com decisão do presidente Donald Trump ligada ao resultado de uma reunião em Genebra nesta quinta-feira.

Segundo o g1, essa será a terceira reunião em menos de um mês para tentar fechar um acordo que restrinja ou encerre o programa nuclear iraniano, e lideranças iranianas e americanas divulgaram expectativas diferentes sobre o caminho da negociação.

Parte do mercado interpreta o aumento da tensão como motivo para buscar ativos seguros, com o dólar ganhando força diante da aversão ao risco, e especialistas citam também o medo de um bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do comércio mundial de petróleo.

Petóleo e indicadores que mexem com a cotação

Mesmo com a tensão, o petróleo recuou na manhã em análise, com o g1 registrando que o Brent caía 1,31%, a US$ 69,91 por barril, enquanto o WTI recuava 1,59%, a US$ 64,37.

Analistas ouvidos pelo g1 destacam que, apesar do risco geopolítico, o excesso de oferta e as restrições às vendas do próprio Irã podem limitar aumentos acentuados no curto prazo.

Além do petróleo, o Departamento de Trabalho dos EUA divulgaria às 10h30, horário de Brasília, os pedidos iniciais de seguro-desemprego da semana até 21 de fevereiro, com a semana anterior em 206 mil pedidos, e expectativa agora apontada em 215 mil, conforme informação divulgada pelo g1.

Cenário global e impacto nas bolsas

Os contratos futuros nos EUA apontavam para abertura em leve queda, com o S&P 500 recuando 0,1%, o Dow Jones caindo 0,2%, e a Nasdaq em baixa de 0,05% nas referências do início do dia, segundo o g1.

Na Europa, o STOXX 600 subia 0,21% e seguia a 634,80 pontos, com variações regionais, enquanto na Ásia houve resultados mistos, incluindo queda do Hang Seng em 1,44% e alta do KOSPI em 3,67%, dados acompanhados pelo g1.

Internamente, investidores também observaram a pesquisa da AtlasIntel que, conforme o g1, apontou que o presidente Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados em um eventual segundo turno, leitura que parte do mercado interpreta como sinal de possível mudança no comando do país em 2026 e que poderia abrir espaço para medidas fiscais mais firmes.

Em resumo, a alta do dólar na abertura reflete uma combinação de risco geopolítico ligado às negociações entre EUA e Irã, variações no preço do petróleo, e leituras políticas e econômicas que afetam a disposição dos investidores a assumir risco, conforme informação divulgada pelo g1.

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