quinta-feira, junho 4, 2026

Argentina ratifica acordo Mercosul-UE e acelera criação da maior zona de livre comércio do mundo, entenda efeitos para carne, soja, veículos e vinhos

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Senado argentino aprovou a ratificação do acordo Mercosul-UE, com 69 votos, Brasil e Paraguai avançam em procedimentos, enquanto Parlamento Europeu suspende votação e pede análise ao Tribunal

O Senado da Argentina concluiu a ratificação parlamentar do tratado entre Mercosul e União Europeia, um passo que aproxima a criação da maior zona de livre comércio do mundo.

O acordo, assinado em janeiro em Assunção, promete abrir mercados e reduzir tarifas, ao mesmo tempo em que gera reação em setores sensíveis, especialmente o agropecuário.

As próximas etapas incluem decisões de Brasília e Assunção, e um processo em curso no Parlamento Europeu que pode adiar a implementação do acordo, conforme informação divulgada pelo g1.

Detalhes da votação e cronologia

Com 69 votos a favor, 3 contrários e nenhuma abstenção, o Senado concluiu a ratificação parlamentar do tratado, assinado em 17 de janeiro, em Assunção.” Esta é a fórmula oficial registrada sobre a votação na Argentina, segundo a cobertura do g1.

O texto do tratado, assinado em 17 de janeiro, agora segue para os demais procedimentos internos, enquanto Brasil e Paraguai já iniciaram os trâmites parlamentares necessários.

O que prevê o acordo e sua escala

O tratado vai eliminar tarifas sobre mais de 90% do comércio entre os dois blocos, uma mudança relevante para fluxos comerciais que hoje se concentram em bens agrícolas e manufaturados.

Segundo a cobertura, os dois blocos juntos representam cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e somam mais de 700 milhões de consumidores, números que mostram a dimensão econômica do acordo.

Reações na Europa e medidas a considerar

Enquanto os países do Mercosul avançam, o Parlamento Europeu suspendeu a própria ratificação por tempo indeterminado em 21 de janeiro, e enviou o texto ao Tribunal de Justiça da União Europeia para avaliar sua legalidade.

A Comissão Europeia, presidida por Ursula von der Leyen, tem a opção de adotar a implementação provisória do acordo, mas até o momento não tomou uma decisão.

Setores sensíveis e salvaguardas

O processo enfrenta forte resistência do setor agropecuário europeu, que teme o impacto de uma entrada maior de carne, arroz, mel e soja sul-americanos no mercado europeu.

Do outro lado, o Mercosul aguarda ampliação das exportações de veículos, máquinas, queijos e vinhos do bloco europeu. A Comissão Europeia já adotou uma série de salvaguardas para setores considerados sensíveis, segundo apuração do g1.

O avanço da ratificação na Argentina representa um marco, mas a plena entrada em vigor do acordo Mercosul-UE depende ainda de decisões e validações no Parlamento Europeu, e de eventuais medidas provisórias da Comissão.

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