Fusão Warner Paramount mira conclusão no terceiro trimestre, depois da Netflix abandonar disputa, oferta da Paramount foi de US$ 110 bilhões e US$ 31 por ação
A aquisição proposta pela Paramount Skydance transforma a estrutura do mercado de mídia, ao reunir marcas de peso em TV, streaming e jornalismo.
A operação amplia a escala para competir com gigantes como Netflix e Disney, e altera a negociação por conteúdo e assinantes em todo o mundo.
No centro da negociação estão termos financeiros e o futuro das marcas, com impacto para acionistas, concorrência e regulação, conforme informação divulgada pelo g1
O acordo e os números principais
Segundo as empresas, a Paramount Skydance fechou um acordo para adquirir a Warner Bros. Discovery, e a oferta da Paramount, comandada por David Ellison, foi de US$ 110 bilhões.
Na proposta divulgada, a proposta da Paramount prevê o pagamento de US$ 31 por ação, e o negócio inclui a dívida da Warner, o que eleva a avaliação total da companhia.
Antes da decisão final, a Netflix já havia apresentado uma oferta concorrente, e a proposta da Netflix somava US$ 83 bilhões e excluía ativos como CNN e Discovery, segundo comunicado das empresas.
Marcas, assinantes e catálogo combinado
A junção reúne um catálogo vasto, com nomes como HBO, DC Comics, Harry Potter e Game of Thrones, além de canais de notícias e redes de TV a cabo.
O grupo combinado teria uma base estimada em cerca de 200 milhões de assinantes, o que aumenta o poder de negociação frente a plataformas globais e fortalece capacidade de investimento em conteúdo.
A operação também transfere propriedades jornalísticas relevantes, pois, com a compra, a família Ellison passaria a controlar marcas como CBS News e CNN, o que levanta debates sobre concentração em mídia e independência editorial.
Disputa, posição da Netflix e pragmática regulatória
A disputa começou em dezembro de 2025, quando a Netflix firmou um acordo para comprar parte dos ativos da Warner, com foco em estúdio e streaming.
Quando a Paramount apresentou oferta superior, a Warner informou que a nova oferta da Paramount, de US$ 31 por ação, era superior ao acordo em vigor com a Netflix, dando à rival quatro dias úteis para cobrir o valor, prazo que resultou na retirada da Netflix.
Em comunicado, os co-CEOs da Netflix disseram, “A transação que negociamos criaria valor para os acionistas com um caminho claro para a aprovação regulatória. No entanto, com o preço necessário para igualar a última oferta da Paramount Skydance, o acordo deixou de ser financeiramente atraente”.
Riscos, aprovações e efeitos no mercado
O acordo exige aval do conselho da Warner e autorização de órgãos reguladores nos Estados Unidos, que vão avaliar efeitos sobre concorrência e concentração no setor de mídia.
A Paramount também se comprometeu a pagar uma multa maior caso o negócio seja barrado por autoridades, em esforço para tornar a oferta mais atrativa aos acionistas.
Analistas apontam que a fusão Warner Paramount pode redesenhar o mercado global de entretenimento, ao combinar catálogo, assinantes e canais tradicionais, mas o desfecho depende de trâmites legais e condições impostas pelos reguladores.
Fontes e dados citados, conforme informação divulgada pelo g1.