Safra de figo começou em dezembro e segue até abril e início de maio, produtores como José Ronaldo Serigioli e Daniel Nache adotam práticas para reduzir perdas causadas pela chuva
O cultivo de figo na região de Itapetininga, no Sudoeste de São Paulo, segue como opção para pequenos e médios produtores, mesmo com a chuva que chegou mais cedo em 2026.
Produtores relatam que a chuva antecipada tem mudado a rotina de colheita e exigido mais atenção ao manejo, para evitar perdas e manter a qualidade do fruto.
Em razão dessas medidas de proteção e do foco na qualidade para competir no mercado, a expectativa de colheita se mantém, conforme informação divulgada pelo g1.
Desafios climáticos e impacto na colheita
A chuva que veio cedo em 2026 tem afetado a hora de colher os frutos, aumentando o risco de perda e exigindo ajustes no calendário de colheita.
Produtores precisam antecipar ou intensificar a colheita, além de reforçar cuidados sanitários para evitar que a umidade comprometa a fruta, sobretudo em épocas em que a demanda por qualidade é maior.
Manejo e práticas adotadas pelos produtores
José Ronaldo Serigioli, que cultiva figo há quatro anos, acorda às 5h da manhã para fazer a colheita, que é realizada duas vezes por semana, de forma manual, em 200 pés em uma área de 2 mil metros.
Ele aplica cal nas figueiras para fortalecer a plantação e espera colher aproximadamente duas toneladas até o início de maio, mantendo atenção para garantir uma produção uniforme.
Em Alambari, o produtor Daniel Nache cuida de 500 pés em quatro mil metros quadrados e projeta colher 7,5 toneladas até maio, ele destaca a necessidade de colheita diária e adubação para lidar com o volume maior de chuva.
Produtividade, mercado e competição
Dados da Produção Agrícola Municipal mostram que, em 2024, o município registrou produtividade de 17 toneladas por hectare, informação que evidencia o potencial da região quando o manejo é adequado.
Mesmo com boa produtividade, produtores mencionam a concorrência de outras regiões e do mercado externo, e por isso apostam na qualidade do figo para fidelizar consumidores e agregar valor à produção.
O foco em técnicas de manejo, na colheita no ponto certo e em melhor colocação no mercado tende a ser determinante para que os pequenos produtores mantenham a renda familiar e ampliem a presença do figo do Sudoeste paulista nas feiras e mercados.