Produtores reforçam uso de cal, adubação e colheita diária para proteger o plantio de figo afetado por chuvas antecipadas, com expectativa de toneladas até maio
A produção de figo no Sudoeste de São Paulo tem mobilizado pequenos e médios agricultores, que intensificam cuidados para reduzir perdas causadas por chuvas fora de época.
Medidas como uso de cal, adubação e colheita mais frequente entram no roteiro diário, com foco em manter a qualidade e a competitividade do fruto no mercado.
Os relatos dos produtores mostram que a adoção de práticas de manejo pode fazer a diferença na produtividade e na renda familiar, conforme informação divulgada pelo g1
Como os produtores adaptam o manejo
José Ronaldo Serigioli, que há quatro anos cultiva figo em sua propriedade, acorda às 5h da manhã para fazer a colheita, que é feita duas vezes na semana, de maneira manual. Ele conta que, para fortalecer as plantas, passou a aplicar cal nas figueiras e a monitorar a umidade do solo com mais frequência.
São 200 pés em uma área de 2 mil metros. Uma das maneiras que José Ronaldo encontrou foi colocar cal nas figueiras para fortalecer a plantação.
Mesmo com as dificuldades que o clima vem causando, ele tem expectativa de colher aproximadamente duas toneladas até o início de maio.
Expectativa de produção na região
A safra começou em dezembro e segue até abril e início de maio. Produtores relatam que o calendário definido permite planejar colheita e venda, mesmo com os períodos chuvosos mais cedo.
Nos quatro mil metros quadrados do produtor Daniel Nache, ele produz 500 pés de figo e espera colher 7,5 toneladas até maio. Para isso, faz colheita diária e reforça a adubação, buscando evitar prejuízos pelo excesso de chuva.
Dados da Produção Agrícola Municipal apontam que, em 2024, o município registrou produtividade de 17 toneladas por hectare.
Desafios, mercado e qualidade
Os produtores destacam que é preciso ir além do volume, investindo na qualidade do fruto para fidelizar compradores e acessar mercados mais exigentes.
Ainda assim, produtores afirmam que o principal desafio é enfrentar a concorrência de outras regiões e do mercado externo, apostando na qualidade para fidelizar o consumidor. Em meio a isso, o plantio de figo em Itapetininga segue como alternativa de renda, com perspectiva de colheitas que podem chegar a toneladas até maio, se o manejo e o clima colaborarem.