quinta-feira, junho 4, 2026

Produtores de Tabatinga e Pirajuí colhem safra do tomate em estufas, enfrentam calor extremo, usam controle biológico e vendem orgânicos por até R$ 7/kg

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Safra do tomate em estufa mantém expectativa de aumento de produção, com plantas mais vigorosas, manejo orgânico e práticas de colheita que garantem resistência no transporte e mercado

Produtores de Tabatinga e Pirajuí, no interior de São Paulo, iniciaram a colheita de uma safra do tomate com expectativas positivas, apesar do calor intenso nas estufas.

O cultivo protegido e o controle biológico são apontados como pilares para manter a qualidade, permitindo a venda de tomates orgânicos por até R$ 7/kg no mercado paulista.

Além da produção, os agricultores adotam técnicas de colheita para aumentar a durabilidade do fruto durante o transporte e atender compradores na capital.

conforme informação divulgada pelo g1

Desenvolvimento e expectativa de produtividade

O produtor Luciano Donizete Capana, de Tabatinga, contou que a lavoura mostra sinais de vigor e que há otimismo em relação à produção, “A gente já tem uma expectativa positiva, As plantas este ano parecem estar mais vigorosas, então arriscamos dizer que teremos uma produção melhor do que a da safra passada”, disse ele.

Luciano cultiva cerca de 20 mil pés de variedades como salada, italiano e grape, todos em estufas para proteger contra clima e pragas, e assim buscar maior regularidade na oferta.

Calor nas estufas, risco de aborto floral e manejo

O calor permanece como o principal desafio das culturas protegidas, “Dentro da estufa, a temperatura chega a 48, 50 graus no pico do dia, Com isso, as flores abortam, o que reduz a produção das plantas”, explicou o produtor, apontando impacto direto na produtividade.

Produtores têm ajustado ventilação, sombreamento e manejo hídrico para reduzir os picos térmicos e minimizar abortos florais, medidas essenciais para manter a safra do tomate.

Controle biológico e mercado para orgânicos

Na safra anterior, uma praga diminuiu a produtividade, mas foi controlada com práticas de controle biológico rigoroso, alinhadas à produção orgânica, sem uso de defensivos químicos.

Essa estratégia agrega valor ao produto, e o tomate orgânico chega a ser comercializado por até R$ 7/kg no mercado de São Paulo, o que melhora a margem para os produtores.

Técnicas de colheita e comercialização

Em Pirajuí, o produtor Bruno Henrique Marcato optou pelo tomate italiano em estufa, cultivando cerca de 6 mil pés, e destaca a resistência da cultura, “O tomate é mais resistente a viroses que o pepino, e o trato cultural é um pouco mais simples que o do pimentão, Acredito que possa gerar uma renda razoável”, afirmou.

Bruno colhe frutos ainda mais verdes para aumentar a durabilidade no transporte e mira um preço mínimo de R$ 50 por caixa, apoiado por parceiros comerciais já estabelecidos.

A combinação de estufas, manejo orgânico e técnicas de colheita dá fôlego à safra do tomate na região, com produtores buscando equilibrar produção, qualidade e acesso ao mercado.

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