quinta-feira, junho 4, 2026

Novo chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Mohammad Vahid, é procurado pela Interpol por atentado à AMIA de 1994 que matou 85 pessoas

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Nomeado por Khamenei para o comando da Guarda Revolucionária, Mohammad Vahid assume enquanto responde a mandados da Interpol por suposto envolvimento no atentado à AMIA

Mohammad Vahid tomou posse como chefe da Guarda Revolucionária em um momento de forte tensão regional, e passa a responder a busca internacional ligada ao atentado contra o centro comunitário judaico em Buenos Aires.

O caso remonta ao dia 18 de julho de 1994, quando o prédio da AMIA foi destruído por uma explosão que deixou 85 pessoas mortas e outras 300 feridas, após um furgão carregado com 300 quilos de explosivos ser detonado por um terrorista suicida, segundo as apurações.

As informações sobre a nova nomeação, e sobre os mandados da Interpol relacionados ao atentado, foram relatadas pela imprensa, conforme informação divulgada pelo g1.

Quem é Mohammad Vahid e por que ele é procurado

Vahid é apontado como ex-comandante da Força Quds, braço da Guarda Revolucionária que conduz operações no exterior, e foi indicado pelas autoridades argentinas como um dos planejadores do ataque à AMIA.

Aos 67 anos, ele ocupou cargos estratégicos no regime, incluindo ministérios, e esteve sob sanções do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos e da União Europeia, de acordo com as reportagens.

Detalhes do atentado à AMIA e a responsabilização

O atentado ao prédio da Associação Mutual Israelita Argentina é considerado o mais letal da história argentina, com a destruição causada pela explosão do veículo carregado com 300 quilos de explosivos.

Em 2024, a Justiça argentina concluiu que o ataque foi patrocinado pelo regime iraniano, mas, apesar de mandados emitidos pela Interpol, os acusados permanecem impunes.

Repercussões políticas e militares

A nomeação de Vahid para chefiar a Guarda Revolucionária, depois do comando de Pakpour, foi interpretada como sinal de continuidade da linha-dura do regime teocrático, que tem enfrentado protestos internos e pressão externa.

A disputa internacional sobe de tom porque a presença de um comandante procurado pela Interpol à frente de uma força com atuação no exterior pode complicar negociações diplomáticas e aumentar sanções, além de reacender demandas por justiça das vítimas da AMIA.

O que vem a seguir

Autoridades argentinas, aliados e organismos internacionais deverão acompanhar de perto os desdobramentos, inclusive a efetividade de mandados e eventuais restrições a deslocamentos e ativos do novo comandante.

Enquanto isso, para familiares e sobreviventes do atentado à AMIA, a nomeação renova a sensação de impunidade, e mantém o caso no centro das tensões entre Buenos Aires e Teerã, conforme informação divulgada pelo g1.

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