quinta-feira, junho 4, 2026

Conflito entre EUA, Israel e Irã pressiona preços do petróleo e ameaça oferta global pelo Estreito de Ormuz, elevando riscos econômicos e setoriais

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Conflito entre EUA, Israel e Irã eleva custo da energia, com previsão de petróleo entre US$ 85 e US$ 90 e corte potencial de 8 a 10 milhões de barris por dia, segundo analisistas

A escalada entre Estados Unidos, Israel e Irã já pressiona o mercado global de energia e pode provocar efeitos econômicos mais amplos nos próximos dias.

Analistas projetam alta significativa nos preços do petróleo quando os mercados reabrirem, enquanto empresas e governos avaliam rotas alternativas e custos maiores de seguro para navegação.

As informações iniciais e os dados citados a seguir foram compilados conforme informação divulgada pelo g1.

Escalada militar e vítimas

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que o país mobiliza “toda a força de seu Exército“, em ação conjunta com os Estados Unidos, para garantir a existência e o futuro de Israel.

Segundo as reportagens, forças israelenses estariam atacando “o coração de Teerã com intensidade crescente“, e as ofensivas devem se ampliar nos próximos dias.

Em declarações citadas na cobertura, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que aceitou conversar com os novos líderes iranianos, e declarou ainda que, sem os ataques, o Irã teria uma arma nuclear “em menos de duas semanas”.

Os confrontos também já deixaram vítimas, conforme a reportagem, com ataques de Teerã que mataram ao menos três soldados americanos e nove civis israelenses.

Pressão sobre o mercado de energia

A tensão afeta diretamente o preço do petróleo, com previsão de salto para entre US$ 85 e US$ 90 por barril já no início da semana, segundo Amena Bakr, especialista da Kpler, citada na matéria.

Na sexta-feira anterior, o barril estava em US$ 72, e no começo do ano valia US$ 61, de acordo com os números divulgados.

O risco maior é a interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo, e, embora a passagem não esteja oficialmente fechada, o custo dos seguros subiu e grandes empresas de navegação suspenderam viagens pela rota.

A Rystad Energy estima que, mesmo com rotas alternativas, a redução no fornecimento pode variar entre 8 milhões e 10 milhões de barris por dia, diminuindo a oferta disponível no mercado internacional.

Consequências econômicas e setores afetados

Especialistas alertam que a alta contínua dos combustíveis tem potencial para gerar um efeito recessivo mais amplo, com impacto em combustíveis, energia, transporte marítimo e companhias aéreas, segundo Eric Dor, da IESEG School of Management.

Analistas da Kpler também apontam que o Irã pode tentar manter preços elevados como forma de pressão sobre Washington, e que a última vez que o petróleo superou US$ 100 por barril foi no início da guerra na Ucrânia, quando o aumento dos combustíveis contribuiu para a alta da inflação global.

No campo financeiro, empresas do setor de defesa tendem a ter ganhos nas bolsas, enquanto transporte, turismo e logística podem registrar perdas, conforme avaliação de analistas citados na cobertura.

O que observar nos próximos dias

Riscos a acompanhar incluem novas ofensivas, possíveis restrições ao tráfego no Estreito de Ormuz, evolução dos custos de seguro para navios, e movimentos dos principais produtores para compensar perdas de oferta.

O desdobrar do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã ajudará a determinar se a alta do petróleo será pontual ou se se transformará em um choque prolongado com efeitos mais profundos sobre a economia mundial.

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