Conflito entre EUA, Israel e Irã pode reduzir oferta global de petróleo, aumentar custos de seguro e elevar preços de combustíveis, pressionando inflação e setores sensíveis
O conflito entre EUA, Israel e Irã já repercute nos mercados globais, com tendência clara de alta dos preços de energia e sinais de impacto em cadeias logísticas.
Especialistas alertam que, se a crise se prolongar, a oferta disponível pode encolher de forma relevante e empurrar custos para consumidores e empresas.
As informações iniciais e dados sobre preços, rotas e declarações oficiais foram compiladas conforme informação divulgada pelo g1.
Escalada militar, afirmações de líderes e vítimas
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país mobiliza “toda a força de seu Exército” na ação conjunta com os Estados Unidos para garantir “existência e futuro” de Israel, e disse que as forças israelenses estão atacando “o coração de Teerã com intensidade crescente”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que aceitou conversar com os novos líderes iranianos, e em entrevista à Fox News, minimizou o impacto da alta dos combustíveis.
Em ataques recentes, “ataques de Teerã mataram ao menos três soldados americanos e nove civis israelenses”, segundo relatos divulgados pelo g1, o que alimenta a escalada e as respostas em diferentes pontos do Oriente Médio.
Pressão sobre preços do petróleo e previsões
O mercado de energia reagiu com elevação dos preços, e, segundo Amena Bakr, especialista da Kpler, “o preço do barril pode subir para entre US$ 85 e US$ 90 já nesta segunda-feira”.
Para referência, o preço “Na sexta-feira, estava em US$ 72; no início do ano, em US$ 61”, segundo os dados citados pelo g1, o que mostra aceleração nos últimos meses.
A consultoria Rystad Energy alerta que, mesmo com rotas alternativas, “a redução no fornecimento pode variar entre 8 milhões e 10 milhões de barris por dia”, o que pressionaria ainda mais o mercado internacional.
Risco ao tráfego marítimo e aumento de custos
O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo, está no centro das preocupações, e embora a passagem não esteja oficialmente fechada, o custo dos seguros subiu.
Empresas de navegação grandes já suspenderam viagens pela rota, e a combinação de prêmios de seguro maiores e desvio de rotas tende a elevar custos logísticos e de transporte marítimo.
Efeitos econômicos, setores afetados e cenários
Analistas destacam que um período prolongado de preços elevados pode gerar “efeito recessivo”, conforme avaliação de Eric Dor, professor da IESEG School of Management, impactando combustíveis, energia, transporte marítimo e companhias aéreas.
Setores como defesa podem se beneficiar nas bolsas, enquanto transporte, turismo e logística tendem a registrar perdas, e o aumento do gás natural também preocupa, já que exportadores como o Catar podem ser afetados.
Observadores apontam ainda que o avanço dos preços pode criar desgaste político para líderes que prometeram combustíveis mais baratos, e que o Irã pode tentar manter preços elevados para pressionar Washington, segundo analistas citados pelo g1.
Com AFP