quinta-feira, junho 4, 2026

Ministro da Defesa de Israel diz que chefe do Hezbollah é ‘alvo para eliminação’ após ataques com drones e foguetes e aumenta tensão na fronteira

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Governo israelense amplia presença do lado da fronteira, porta-voz afirma que ‘todas as opções estão sobre a mesa’ enquanto trocas de ataques se intensificam

O ministério da Defesa de Israel declarou que o chefe do Hezbollah se tornou um alvo para eliminação, após novos disparos e ataques com drones vindos do Líbano, em resposta a eventos recentes no Oriente Médio.

Autoridades militares israelenses informaram que a presença de tropas foi ampliada do lado israelense da fronteira, sem operações dentro do território libanês, e que “todas as opções estão sobre a mesa”, quando questionadas sobre a hipótese de uma invasão em terra.

Hezbollah afirmou ter lançado ataques em retaliação à morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, e em resposta a bombardeios frequentes no sul do Líbano. Segundo relatos, alguns projéteis foram interceptados ou atingiram áreas desabitadas, e o Líbano ordenou prisões relacionadas aos lançamentos, conforme informação divulgada pelo g1.

O que disse o ministro e o contexto militar

O pronunciamento do ministro da Defesa sobre o chefe do Hezbollah foi feito em um momento de alta tensão, depois que o grupo xiita confirmou ataques com drones e foguetes contra o norte de Israel.

Um porta-voz militar relatou à agência Reuters que, sobre uma possível invasão terrestre, “todas as opções estão sobre a mesa”, e que Israel ampliou sua presença do lado da fronteira, não dentro do Líbano.

Os ataques e as alegações de ambos os lados

O Hezbollah declarou que o ataque foi uma resposta ao assassinato do líder iraniano, e também reagiu a bombardeios israelenses no sul do Líbano, dizendo que tem o direito de se defender.

Em comunicado, o grupo afirmou, traduzindo sua posição, que “A liderança da resistência sempre enfatizou que a continuidade dos ataques israelenses e o assassinato de nossos líderes, jovens e povo nos dão o direito de nos defendermos e responderemos no momento e local apropriados”.

Por sua vez, Israel afirmou que os lançamentos foram interceptados ou atingiram regiões desabitadas, e que ataques em Beirute tiveram como alvos instalações do Hezbollah, segundo relatos de fontes militares.

Diplomacia, cessar-fogo e reações regionais

Israel e Líbano firmaram um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em 2024, que havia encerrado mais de um ano de combates entre Israel e o Hezbollah. Desde então, cada lado acusa o outro de violações.

A presidência do Líbano afirmou ter recebido garantias, via embaixador dos EUA, de que Israel não intensificaria o conflito contanto que não houvesse atos hostis por parte do Líbano.

Riscos de escalada e próximos passos

Fontes de segurança disseram que Israel atingiu subúrbios do sul de Beirute, reduto do Hezbollah, e o Ministério da Justiça do Líbano ordenou a prisão dos responsáveis pelos lançamentos de foguetes contra Israel.

Os militares israelenses alertaram que as Forças de Defesa, IDF, agirão contra a decisão do Hezbollah de se envolver na campanha, citando, “As Forças de Defesa de Israel (IDF) irão operar contra a decisão do Hezbollah de se juntar à campanha e não permitirão que a organização constitua uma ameaça ao Estado de Israel”.

O chefe do exército israelense também afirmou que os combates no Líbano podem durar “muitos” dias, o que indica a possibilidade de continuidade das operações e um cenário de incerteza para a região.

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