Queda de 0,48% na abertura, fechamento perto das mínimas de três meses, e expectativas por cortes do Fed alimentam aposta por mais suavidade no câmbio
O dia começou com movimentação calma no mercado cambial, com o volume financeiro reduzido e investidores de olho em indicadores que podem alterar a direção do câmbio.
A atenção se volta para a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve e para dados do mercado de trabalho no Brasil, que podem reforçar ou frear expectativas de cortes de juros lá fora.
No cenário doméstico, sinais de emprego e números fiscais também estão no radar, e influenciam o humor em relação ao dólar e às expectativas para 2026.
conforme informação divulgada pelo g1
A abertura, o fechamento e a trajetória anual
Na abertura do último pregão do ano, o dólar registrou queda, “com liquidez reduzida, o dólar abriu o dia em queda de 0,48%, cotado a R$ 5,5490 por volta das 9h”, conforme informado pela fonte.
Na sessão anterior, “Nesta segunda-feira , o dólar fechou com uma leve alta de 0,48%, cotado a R$ 5,5706, perto das mínimas de três meses e caminha para seu pior desempenho anual desde 2017, com queda de quase 10%”, segundo a mesma apuração.
Fatores que pesam no câmbio: Fed, política e contas públicas
O mercado monitora a ata da reunião de dezembro do Fed, que “pode reforçar expectativas de afrouxamento monetário”, o que tende a enfraquecer o dólar frente a outras moedas.
Ao mesmo tempo, há preocupações fiscais e políticas nos EUA, além de críticas do presidente Donald Trump ao chefe do Fed, Jerome Powell, que ele classificou como “extremamente incompetente”, fatores que adicionam incerteza ao cenário internacional.
No Brasil, investidores seguem atentos aos números das contas públicas, após o governo central registrar “déficit de R$ 20,2 bilhões em novembro”, acima do esperado, e ao impacto desses resultados sobre a confiança fiscal.
Mercado de trabalho e indicadores locais
Os dados do mercado de trabalho podem confirmar se a economia doméstica mantém vigor suficiente para segurar a moeda, e há expectativa pelo Caged de novembro, com projeção de “criação de cerca de 65 mil vagas e taxa de desemprego em 5,4%”.
Além disso, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua mostrou que a “taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no trimestre, o menor nível da série histórica iniciada em 2012”, reforçando sinais de fortalecimento no mercado de trabalho.
Ritmo das bolsas e ambiente global
No campo das ações, o Ibovespa recuou “0,25% nesta segunda, aos 160.490 pontos”, em um pregão de menor volume e poucas novidades, conforme a apuração citada.
No exterior, as bolsas operaram de forma misturada, com Wall Street perto da estabilidade após realização no setor de tecnologia, e nomes como Nvidia, Palantir, Oracle e Tesla registrando quedas.
Setores específicos também se destacaram, com a Newmont caindo “5,6%” após correção em metais preciosos, enquanto na Europa o índice foi puxado pelo setor de mineração e ações como Fresnillo subiram “3,5%”.
Na Ásia, a China interrompeu uma sequência de nove dias de alta, com rotação setorial e realização de lucros, e em Hong Kong o tom foi mais positivo, impulsionado por tecnologia.
O conjunto de fatores, internacionais e domésticos, indica que o dólar deve permanecer volátil, oscilando próximo aos níveis atuais, à medida que investidores assimilam a ata do Fed, dados de emprego e números fiscais.