Em Brasília, Vorcaro chega por volta das 11h, depoimentos começam a partir das 14h, procedimento será acompanhado por juiz auxiliar do gabinete do ministro Toffoli e pelo Ministério Público
Daniel Vorcaro depoimento Brasília movimenta o Supremo na manhã desta terça, com expectativa por esclarecimentos sobre negociações envolvendo o Banco Master e o BRB.
O empresário desembarcou em Brasília e seguiu até o prédio do STF, onde seu depoimento à Polícia Federal está marcado para a tarde, em sessão que poderá levar a uma acareação entre as partes.
O procedimento reúne autoridades do Banco Central, da Polícia Federal e do Ministério Público, e será acompanhado de perto pelo Judiciário, conforme informação divulgada pelo g1
Chegada e cronograma dos depoimentos
O dono do Banco Master chegou a Brasília em um voo de carreira e, segundo relatos, seu carro entrou na garagem do Supremo Tribunal Federal. A chegada foi registrada por volta das 11h, e a Polícia Federal informou que vai colher depoimentos a partir das 14h.
Além de Vorcaro, prestarão depoimento o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, com a delegada responsável avaliando depois se há divergências relevantes entre versões.
Possíveis divergências e a hipótese de acareação
Segundo o procedimento, após as oitivas, a delegada responsável pelo caso vai avaliar se há divergências relevantes entre as versões apresentadas, e, se entender necessário, poderá determinar a realização de uma acareação entre os envolvidos.
A acareação foi determinada por Dias Toffoli, relator do inquérito que investiga fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e o BRB. No dia 24 de dezembro, Toffoli marcou a acareação de ofício, sem pedido da Polícia Federal ou do Ministério Público.
Reação do Banco Central e do setor financeiro
O caso provocou reação do Banco Central e do mercado. No recurso ao STF, o BC questionou a urgência do procedimento durante o recesso e a forma de convocação de seu diretor.
No sábado (27), Toffoli rejeitou o recurso, afirmou que nem o BC nem Ailton de Aquino são investigados e manteve a data do procedimento, alegando impacto relevante dos fatos apurados sobre o sistema financeiro. Entidades do setor divulgaram notas em defesa da autonomia e da atuação técnica do BC.
Investigação, valores envolvidos e implicações
As investigações começaram em 2024 na Justiça Federal, e, segundo a Polícia Federal, o Banco Master não teria recursos suficientes para honrar títulos com vencimento em 2025.
A apuração aponta que o banco adquiriu créditos de uma empresa chamada Tirreno sem efetuar pagamento e, em seguida, vendeu esses ativos ao BRB, que teria desembolsado cerca de R$ 12 bilhões. O Banco Central rejeitou a compra e decretou a liquidação da instituição em novembro, entre outros motivos, pela falta de dinheiro em caixa para cumprir compromissos financeiros.
O desfecho das oitivas pode influenciar soluções para casos futuros de intervenção em instituições financeiras, e os resultados da acareação, se ocorrer, serão acompanhados por um juiz auxiliar do gabinete do ministro Toffoli e por representante do Ministério Público, com impacto potencial sobre a confiança no sistema financeiro.