quinta-feira, junho 4, 2026

Chipre assume presidência da União Europeia com foco em segurança, migração e apoio à Ucrânia, enquanto Bulgária adota o euro e enfrenta desafios econômicos

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Chipre assume presidência da União Europeia prometendo priorizar defesa, migrantes e apoio à Ucrânia, ao mesmo tempo em que Bulgária passa a usar o euro e lida com protestos e corrupção

Chipre assume presidência da União Europeia nesta quinta-feira, 1º de janeiro, em um momento marcado por tensões geopolíticas e pela guerra na Ucrânia, que caminha para o seu quarto ano.

Ao mesmo tempo, Bulgária adota o euro como moeda oficial, encerrando o uso do lev após quase três décadas, em uma mudança que chega acompanhada de debates sobre corrupção e protestos internos.

As decisões sobre segurança, orçamento e relações externas estarão no centro da agenda dos próximos seis meses, conforme informação divulgada pelo g1.

Prioridades da presidência cipriota

Para os próximos seis meses, a ilha mediterrânea terá a missão de definir a agenda das reuniões ministeriais, liderar negociações com o Parlamento Europeu e buscar respostas comuns a crises externas.

Chipre assume presidência da União Europeia com foco em segurança e defesa do bloco, na questão migratória e no apoio à Ucrânia, segundo o programa apresentado pelo país.

Esta é a segunda vez que Chipre presidirá o Conselho da União Europeia desde que aderiu ao bloco em 2004. A presidência começa em um momento decisivo para Bruxelas, com desafios que podem testar a coesão do bloco.

Segurança, defesa e o Livro Branco

Na área de segurança e defesa, Nicosia pretende implementar o Livro Branco sobre a Defesa Europeia e o Roteiro para a Preparação da Defesa até 2030, iniciativas que buscam aumentar a capacidade coletiva da UE.

Outra frente importante será a resposta ao plano de paz para a Ucrânia proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e as negociações sobre garantias de segurança que têm gerado intensa diplomacia entre Bruxelas, Kiev e aliados.

Orçamento plurianual e influência diplomática

As negociações sobre o futuro orçamento da União Europeia, o Quadro Financeiro Plurianual 2028-2034, surgem como um dos principais desafios para a presidência cipriota.

Presidir o conselho de líderes permite a Chipre, um dos menores membros da UE, ampliar sua influência e tentar mediar tensões, inclusive buscando avanços nas relações com a Turquia em troca de apoio em fóruns multilaterais.

Chipre permanece etnicamente dividida há meio século entre cipriotas gregos e cipriotas turcos, separadas por uma zona tampão monitorada pela ONU.

O texto da fonte registra que, em outubro, os cipriotas turcos elegeram o líder pró-europeu Tufan Erhürman, cuja vitória foi descrita por analistas como oferecendo “a esperança de paz em Chipre”.

Bulgária adota o euro, economia e protestos

Bulgária adota o euro a partir desta quinta-feira, 1º de janeiro, substituindo o lev, e conclui anos de preparação econômica para entrar na zona do euro.

Dezenove anos após a adesão do país ao bloco europeu, o euro passa a ser a moeda oficial da Bulgária a partir desta quinta-feira, 1º de janeiro. A mudança foi postergada por crises externas, como a pandemia de Covid, e por problemas internos.

A Bulgária é o país mais pobre da União Europeia e um dos mais corruptos do bloco. Protestos em Sofia nas semanas recentes contra políticas econômicas e falhas no combate à corrupção levaram à renúncia do governo, ilustrando o ambiente político complexo com que a mudança monetária coincide.

Nos próximos meses, a UE acompanhará como a adoção do euro afetará estabilidade financeira, investimentos e a percepção pública, enquanto a presidência cipriota terá pela frente negociações sensíveis e temas de alta relevância para toda a União Europeia.

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