Ataque em Kherson, segundo governador pró-Rússia, teria atingido hotel e café em Khorly durante comemorações do Ano Novo, autoridades dizem que foi ‘deliberado’
O governador pró-Rússia da região de Kherson afirmou que um ataque com drones matou 24 pessoas durante as comemorações do Ano Novo em Khorly, uma vila costeira, segundo relatos locais.
De acordo com as agências estatais russas, o braço regional do Ministério de Emergências informou que ao menos 24 pessoas morreram e 29 ficaram feridas no ataque que teria atingido um hotel e um café.
O próprio governador, Ivan Saldo, disse que ‘três drones ucranianos’ atingiram o local e descreveu o incidente como ‘deliberado’, enquanto a Ucrânia não respondeu imediatamente a pedidos de comentário.
conforme informação divulgada pelo g1
O que as autoridades locais afirmam
Segundo a autoridade instalada por Moscou, o ataque ocorreu durante a festa de Ano Novo em Khorly, quando pessoas celebravam em estabelecimentos na orla.
Saldo afirmou que os alvos foram um hotel e um café, e usou a palavra ‘deliberado’ para qualificar o ataque, conforme informado por agências estatais.
As Forças Armadas da Ucrânia, segundo a reportagem, não responderam de imediato a um pedido de comentário enviado por e-mail, e Saldo não apresentou imagens ou outras evidências que permitissem a confirmação independente das acusações.
Contexto territorial e militar
Kherson é uma das quatro regiões que a Rússia declarou como parte do seu território em 2022, numa anexação considerada ilegal por Kiev e pela maioria dos países ocidentais.
Moscou ainda controla cerca de dois terços da região de Kherson, embora parte tenha sido retomada por forças ucranianas no fim de 2022, o que mantém a área em constante tensão.
Desde então, Rússia e Ucrânia têm trocado ataques com drones quase diariamente, e Moscou também vem atingindo alvos civis e a infraestrutura energética da Ucrânia, provocando apagões e falhas no aquecimento.
Reações e panorama internacional
O ataque em Khorly ocorre num momento de tentativas de mediação, com iniciativas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tentar encerrar a guerra, e relatos de negociações separadas com ambos os lados antes do Ano Novo.
Na véspera, o chefe do Estado-Maior russo, Valery Gerasimov, disse que tropas russas avançam sobre defesas ucranianas e que o presidente Vladimir Putin ordenou a ampliação de uma zona de segurança nas regiões de Sumy e Kharkiv ao longo de 2026, visando afastar forças ucranianas da fronteira.
Enquanto as informações sobre vítimas e responsabilidades são divulgadas por fontes russas, a ausência de confirmação independente e a falta de resposta oficial de Kiev mantêm o episódio envolto em incertezas.