quinta-feira, junho 4, 2026

Aumento ICMS da gasolina, diesel e gás de cozinha começa em 2026, veja quanto sobe por litro e por botijão e o que muda no seu bolso

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Aumento ICMS entra em vigor em 1º de janeiro de 2026, Confaz aprovou o reajuste em setembro e as novas alíquotas elevam valores por litro e por botijão

O aumento ICMS sobre combustíveis e gás de cozinha começa a valer em 1º de janeiro de 2026, e deve refletir no preço final nas bombas e no custo do botijão. A medida foi decidida em 2025 por instâncias que reúnem estados e governo federal, com impactos diretos no transporte e na cesta básica.

O reajuste atinge gasolina, diesel e o gás de cozinha, com valores por litro e por botijão definidos pelos estados com base em referência nacional. Consumidores e comerciantes terão que ajustar margem e logística, e o efeito tende a se espalhar por outros setores.

Nas próximas seções explicamos quanto sobe cada item, como o cálculo foi feito e quais são os principais efeitos esperados no bolso do consumidor, aumento ICMS explicado de forma direta, para você entender agora, conforme informação divulgada pelo g1.

O que muda nos preços

Segundo a decisão, Para a gasolina aumenta R$ 0,10 por litro, para R$ 1,57, diesel aumenta R$ 0,05 por litro, para R$ 1,17. E o novo ICMS sobre o gás de cozinha será de R$ 1,05 por botijão. Esses valores passam a integrar o preço final cobrado nos postos e na revenda de gás.

Como o reajuste foi calculado

De acordo com o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), que reúne os secretários de Fazenda dos estados, o reajuste considera os preços médios mensais dos combustíveis divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no período de fevereiro a agosto de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024. A metodologia visa acompanhar a variação dos preços no mercado nacional.

A decisão foi tomada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) em setembro do ano passado, órgão que reúne representantes do governo federal e dos estados, e passou a vigorar em 1º de janeiro de 2026.

Contexto e efeitos na economia

Esse é o segundo ano seguido de aumento do ICMS sobre combustíveis, Esse é o segundo ano seguido de aumento do ICMS sobre combustíveis. Em fevereiro de 2025, também houve elevação do imposto. Reajustes sucessivos tendem a empurrar custos para frete, transporte urbano e preços de alimentos, elevando a inflação de produtos e serviços correlatos.

Além disso, a política de formação de preços das distribuidoras mudou nos últimos anos, e a Petrobras abandonou, no começo do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a política de paridade de preços, por meio dos quais os combustíveis eram reajustados com base no preço do petróleo e da variação do dólar.

O que esperar no curto prazo

No curto prazo, postos e revendedores podem diluir parte do impacto, ou repassar integralmente, dependendo da concorrência regional e dos custos logísticos. Para o consumidor, a expectativa é de aumento gradual nos deslocamentos e nos custos domésticos, sobretudo para famílias que dependem do gás de cozinha.

O aumento ICMS deve permanecer no centro do debate entre estados e o governo federal, e podem ocorrer novas revisões se a referência de preços mudar nos próximos meses.

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