Com a entrada em operação da FPSO P-78 no pré-sal da Bacia de Santos, a unidade integra o projeto Búzios 6 e amplia a infraestrutura para produção e exportação de gás ao continente
A Petrobras iniciou a produção no navio-plataforma P-78 na última quarta-feira, dia 31, no Campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos.
A unidade faz parte do projeto Búzios 6, e representa mais um sistema em operação no campo, que é o maior do país em reservas.
Nos próximos parágrafos, explicamos capacidades, tecnologia embarcada e o impacto da nova FPSO na produção e no mercado de gás natural, conforme informação divulgada pelo g1.
Capacidade operacional e tecnologia embarcada
A P-78 tem capacidade para produzir até 180 mil barris de óleo por dia e para comprimir 7,2 milhões de metros cúbicos de gás diariamente, conforme reportado pela fonte.
A Petrobras afirma que a P-78 “inaugura uma nova geração de unidades próprias, desenvolvida a partir de um projeto de referência que reuniu lições aprendidas com as primeiras plataformas em operação no pré-sal”, o que indica ganhos em eficiência operacional e padronização de equipamentos.
Estrutura do projeto Búzios 6 e interligações
O projeto Búzios 6 conta com 13 poços, sendo seis produtores e sete injetores, equipados com sistemas que ampliam o controle e o gerenciamento da produção.
A unidade será interligada por dutos rígidos para produção, injeção e exportação de gás, além de dutos flexíveis para as linhas de serviço, com uso de novas tecnologias para a fixação dessas estruturas no FPSO.
Impacto na produção e exportação
Segundo a fonte, “Com a entrada em operação da plataforma P-78, a capacidade instalada do campo será ampliada para cerca de 1,15 milhão de barris por dia, além de permitir a exportação de gás para o continente.”
Essa expansão reforça a posição do Campo de Búzios como núcleo central da produção nacional, com efeitos diretos na oferta de petróleo e na disponibilidade de gás para o mercado interno e para vendas ao exterior.
O que muda para o mercado e para a cadeia
A incorporação da P-78 deve melhorar a regularidade da produção no campo e possibilitar maior fluxo de gás por meio da infraestrutura de exportação, fatores que tendem a aumentar a relevância do pré-sal nas decisões de logística e preços.
Operadores, indústrias consumidoras e mercados conexos acompanharão a performance operacional da nova FPSO, cuja padronização de projeto pode acelerar futuros projetos no pré-sal.