Tesla deixa de ser maior fabricante de veículos elétricos do mundo, entregas recuam 9% para 1,64 milhão em 2025 e BYD assume liderança com 2,26 milhões
A Tesla registrou queda nas entregas em 2025, e perdeu a liderança global do mercado de veículos elétricos, em uma mudança que reflete competição crescente e políticas de incentivo em mercados-chave.
No ano, a montadora de Elon Musk entregou 1,64 milhão de veículos, queda de 9% sobre 2024, enquanto a chinesa BYD vendeu 2,26 milhões no mesmo período.
No quarto trimestre as vendas da Tesla somaram 418.227 unidades, abaixo das 440 mil projetadas por analistas da FactSet, e o resultado foi prejudicado pelo fim do crédito tributário de US$ 7.500, encerrado pelo governo Trump no fim de setembro, conforme informação divulgada pelo g1.
Por que a liderança mudou de mãos
A perda da posição de maior fabricante de veículos elétricos do mundo está ligada a fatores de demanda, ajustes de preço e incentivos governamentais. A BYD ampliou vendas internas e externas, enquanto a Tesla enfrentou um trimestre fraco após o término de subsídios nos EUA.
Impacto nos modelos e na estratégia de preço
Para estimular vendas, a Tesla iniciou a oferta de versões mais baratas do Model Y e do Model 3 no começo de outubro. O novo Model Y sai por pouco menos de US$ 40 mil, e o Model 3 mais acessível fica por menos de US$ 37 mil, medidas pensadas para competir com modelos chineses na Europa e na Ásia.
Reação do mercado e perspectiva financeira
Apesar dos números mais fracos, os investidores mostram otimismo com os planos de Musk fora das vendas de carros, e a ação da Tesla operava praticamente estável a US$ 450,27 no início do pregão, tendo fechado 2025 com alta de cerca de 11%.
Analistas consultados pela FactSet projetam queda de 3% nas vendas do quarto trimestre e recuo de quase 40% no lucro por ação, com expectativa de reversão da tendência ao longo de 2026.
Foco no futuro, bônus e decisões judiciais
A direção da Tesla aprovou um bônus potencialmente elevado para Musk na assembleia anual, enquanto investidores também reagem às apostas da empresa em robotáxis sem motorista, armazenamento de energia e robôs humanoides para uso doméstico e industrial.
Recentemente, a Suprema Corte de Delaware reverteu decisão que havia privado Musk de um pacote de remuneração concedido em 2018, relativo a US$ 55 bilhões, outro ponto relevante para a avaliação do futuro da companhia.