quinta-feira, junho 4, 2026

Incêndio em bar na Suíça no Ano-Novo deixa cerca de 40 mortos em Crans-Montana, velas e sinalizadores sobre garrafas teriam iniciado as chamas

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Investigação aponta que velas e sinalizadores acesos sobre garrafas alcançaram o teto, provocando um incêndio rápido e generalizado no bar Le Constellation, em Crans-Montana, na virada do ano

Uma noite de festa terminou em tragédia em Crans-Montana, estação de esqui nos Alpes Suíços, quando um incêndio em um bar na madrugada do dia 1º deixou dezenas de mortos e muitos feridos.

Autoridades locais informaram que as chamas se espalharam com extrema rapidez, prendendo frequentadores dentro do estabelecimento de dois pavimentos e provocando cenas de pânico e socorro emergencial.

Os relatos de testemunhas, vídeos nas redes sociais e declarações das autoridades foram reunidos e divulgados à imprensa, conforme informação divulgada pelo g1

Como as autoridades explicam a origem do incêndio

Segundo a promotora do cantão suíço de Valais, Béatrice Pilloud, “Tudo indica que o fogo se originou por causa de sinalizadores ou velas pirotécnicas colocadas sobre garrafas de champanhe, que chegaram demais do teto. Isso provocou um incêndio rápido, muito rápido e generalizado”.

O presidente do cantão, Mathias Reynard, e o chefe da polícia de Valais, Frédéric Gisler, confirmaram números sobre vítimas, com o chefe da polícia informando que “o fogo matou cerca de 40 pessoas” e Reynard acrescentando que o incêndio “feriu 119, dos quais pelo menos 80 se encontram em estado crítico”.

Socorro, feridos e deslocamento para hospitais

Os bombeiros controlaram a situação e estabeleceram um perímetro de segurança, mas o fogo consumiu o subsolo e a fumaça ocupou todo o espaço, inclusive o andar superior, segundo relatos coletados pela imprensa.

Várias vítimas foram levadas a hospitais suíços, e outros feridos foram transferidos para unidades na França e na Itália, enquanto equipes de resgate trabalharam durante a madrugada para atender os atingidos.

Em Milão, Umberto Marcucci disse aos jornalistas que dava “graças aos céus” por seu filho, Manfredi, estar vivo, e comentou que Manfredi, um dos quatro italianos atendidos naquele hospital, “está ferido, mas está bem, está vivo”.

Relatos de testemunhas e imagens do local

Testemunhas descreveram cenas de pânico e pessoas tentando escapar pela porta principal, muitas vezes desorientadas pela fumaça. Nathan, que conhecia o bar, disse que “pediam ajuda, gritavam”.

Elliot Alvarez, morador de Crans-Montana, relatou à AFP, “Estávamos no bar Monkey’s, bem ao lado, e dez minutos antes tínhamos passado em frente ao Le Constellation”, e contou que uma amiga ligou em pânico dizendo que aparentemente havia havido uma explosão.

Vídeos nas redes sociais mostram o teto em chamas e frequentadores correndo na escuridão, com relatos de pessoas que tentaram quebrar vidraças com cadeiras para escapar, e descrições de feridos com roupas queimadas e sangue.

Léandre, presente do lado de fora do bar, disse ao jornal Blick que havia “pessoas carbonizadas, que tentamos ajudar ao máximo… Tentaram cobri-las, pois já estavam sem roupas”. Edmond Cocquyt, turista belga, afirmou ter visto alguns corpos “cobertos com um lençol branco” e “gente jovem totalmente queimada, que continuava viva… Gritando de dor”.

Impacto e próximos passos da investigação

O caso gerou comoção internacional, com famílias procurando por desaparecidos e autoridades anunciando investigação sobre falhas de segurança e práticas do estabelecimento.

Fontes indicam que o espetáculo com velas era comum no Le Constellation, frequentado principalmente por público jovem, e que imagens promocionais mostram garçonetes erguendo garrafas de champanhe com velas no topo, fato que agora está na mira das apurações.

As autoridades locais devem divulgar novos detalhes à medida que avançam as investigações, e a prioridade imediata segue sendo o atendimento aos feridos e o apoio às famílias das vítimas.

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