quinta-feira, junho 4, 2026

Incêndio em bar na Suíça em Crans-Montana deixa 40 mortos e 119 feridos, dono do Le Constellation diz que normas foram respeitadas e nega irregularidades

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Incêndio em bar na Suíça, no Le Constellation em Crans-Montana, deixou 40 mortos e 119 feridos, dono afirma que estabelecimento passou por ‘três inspeções em dez anos’

Um incêndio durante uma festa de Ano-Novo em um bar de uma estação de esqui nos Alpes suíços deixou, segundo as autoridades, 40 mortos e 119 feridos, em sua maioria jovens.

O fogo começou por volta de 1h30 da madrugada do dia 1º de janeiro, horário local, que corresponde a 21h30 do dia 31 de dezembro no horário de Brasília, e destruiu o bar Le Constellation, em Crans-Montana.

As informações e depoimentos sobre a tragédia e a investigação foram divulgados às autoridades e à imprensa, conforme informação divulgada pelo g1

O que dizem os proprietários

O proprietário do estabelecimento, Jacques Moretti, que administra o bar em sociedade com a esposa Jessica, afirmou que o local havia recebido “três inspeções em dez anos” e que “tudo foi feito dentro das normas“, segundo relato publicado à imprensa.

Moretti também declarou, em tradução livre, que “Faremos todo o possível para ajudar a esclarecer as causas [da tragédia]. Estamos fazendo tudo que está ao nosso alcance. Não conseguimos dormir nem comer, estamos todos muito mal”, e disse que forneceu informações sobre reformas recentes, disposição do espaço e a lista de presentes durante a festa.

Vítimas, identificação e nacionalidades

Segundo o chefe da polícia regional, Frédéric Gisler, “A maioria das vítimas foi encontrada no bar“. Até o momento, 113 dos 119 feridos já foram “formalmente” identificados, e para outros seis os procedimentos seguem em andamento.

Entre os feridos identificados estão 71 suíços, 14 franceses, 11 italianos, quatro sérvios, além de um bósnio, um belga, um luxemburguês, um polonês e um português. Para 14 feridos, incluindo os seis ainda não identificados, a nacionalidade ainda não foi estabelecida.

Sobre as vítimas fatais, as autoridades não divulgaram a lista completa de nacionalidades, com exceção do jovem Emanuele Galeppini, identificado como italiano de 16 anos.

Em comunicado publicado no X, o Itamaraty informou que “não há registro, até o momento, de vítimas brasileiras“.

Pistas sobre a origem do incêndio e andamento da investigação

A promotora do cantão de Valais, Béatrice Pilloud, indicou que um dos focos da apuração é o respeito às normas de segurança no bar, e afirmou que tudo indica que “o fogo teve origem em sinalizadores ou velas tipo sinalizadores colocadas sobre garrafas de champagne“.

Proprietários e testemunhas foram ouvidos, e até a última atualização, não havia atribuição de responsabilidade penal, segundo a promotoria. As declarações dos donos ajudaram a esclarecer a disposição do local e os detalhes das reformas recentes, além de colaborar na elaboração da lista de pessoas presentes.

Estrutura do local e relatos de testemunhas

O bar funciona no térreo de um prédio residencial e, conforme informações públicas do estabelecimento, tinha capacidade para 300 pessoas, além de outras 40 na varanda.

Várias testemunhas afirmaram que o espaço de eventos no subsolo, onde o fogo teria começado, estava ligado ao térreo apenas por uma escada, descrita por alguns como “estreita”. Imagens divulgadas mostram frequentadores erguendo garrafas com sinalizadores próximo ao teto, o que corrobora a hipótese apontada pela promotoria.

As autoridades seguem com os trabalhos de atendimento às famílias, identificação das vítimas e perícias para confirmar a origem exata do incêndio, enquanto os proprietários dizem colaborar com a investigação e lamentam o ocorrido.

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