quinta-feira, junho 4, 2026

França limita por um ano importações agrícolas de frutas e verduras tratadas com mancozeb, tiofanato-metílico e outros, resposta a protestos contra acordo UE-Mercosul

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Suspensão temporária vale por 12 meses, exige controles das empresas do setor alimentício, e foi anunciada em meio a protestos de agricultores contra o acordo UE-Mercosul

A França anunciou a suspensão temporária das importações de produtos agrícolas tratados com certas substâncias proibidas na União Europeia.

A medida, que entra em vigor por um ano, foi tomada em resposta à pressão de agricultores e pecuaristas que protestam contra o acordo UE-Mercosul e bloqueiam estradas com tratores.

A decisão, e os detalhes sobre prazos e substâncias, foram divulgados pelo g1, conforme informação divulgada pelo g1.

O que o governo francês determinou

O decreto proíbe a entrada em território francês de frutas, verduras e outros produtos agrícolas que tenham sido tratados com cinco fungicidas e herbicidas vetados na União Europeia.

Segundo a publicação, a suspensão, válida por um ano, ainda precisa ser aprovada pela Comissão Europeia, que tem dez dias para analisar o caso, e pode ser aplicada antes da decisão final, conforme o texto divulgado pelo Ministério da Agricultura e repercutido pelo g1.

Quais agrotóxicos e quais produtos são atingidos

O governo francês citou os seguintes compostos, usados no tratamento de frutas, verduras e cereais, mancozeb, tiofanato-metílico, carbendazim, glufosinato e benomil, nomes divulgados pelo g1.

Produtos como abacates, mangas, goiabas, frutas cítricas e até batatas foram apontados como potencialmente afetados pela suspensão, sobretudo quando importados de países da América do Sul.

Justificativas, reações e riscos diplomáticos

O Ministério da Agricultura da França afirmou que a medida não é dirigida contra a América do Sul, mas contra qualquer país que processe frutas e vegetais com as substâncias vetadas, segundo o g1.

Bruxelas terá dez dias para se posicionar, e “Ao final desse período, a Comissão Europeia poderá optar por não se opor a ela e, portanto, mantê-la em vigor, ou estendê-la ao resto da UE (…) ou opor-se a ela”, explicou o ministério, conforme reportagem do g1.

Analistas e líderes agrícolas veem a medida como uma resposta política à pressão interna sobre o presidente Emmanuel Macron, já que o acordo UE-Mercosul enfrenta forte rejeição entre partidos e produtores na França.

Impactos esperados e próximos passos

Além do controle de fronteira, o decreto exige que empresas do setor alimentício implementem mecanismos para garantir que produtos importados não contenham as substâncias proibidas.

Apesar da oposição francesa, a assinatura do tratado entre UE e Mercosul pode ocorrer em 12 de janeiro, caso seja aprovado pela maioria qualificada do Conselho Europeu, conforme o g1.

Para tentar acalmar agricultores europeus, a presidente da Comissão Europeia propôs um financiamento adicional de cerca de 45 bilhões de euros (283 bilhões de reais) para a futura Política Agrícola Comum 2028-2034, informação divulgada pelo g1.

O desfecho dependerá da posição da Comissão Europeia nos próximos dias, do diálogo diplomático com países exportadores, e da capacidade das autoridades francesas e europeias de conciliar regras sanitárias com compromissos comerciais, particularmente no contexto do acordo UE-Mercosul.

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