Exportações de carne suína atingem novo patamar em 2025, com crescimento em volume e receita, e mudança nos principais destinos do produto brasileiro
O Brasil registrou em 2025 um recorde nas vendas externas de carne suína, impulsionando a presença do país no mercado global.
O resultado foi sustentado por um dezembro mais forte, e pela consolidação de mercados do Sudeste Asiático entre os maiores compradores.
Os dados mostram avanço em volume e em receita, e indicam que o Brasil deve assumir o terceiro lugar entre os maiores exportadores mundiais, conforme informação divulgada pelo g1.
Dados e números de 2025
As exportações brasileiras de carne suína bateram recorde em 2025, mostram dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), divulgado nesta quarta-feira (7).
No ano, as vendas de carne de porco para outros países totalizaram 1,510 milhão de toneladas, volume 11,6% superior ao registrado em 2024, com 1,352 milhão de toneladas.
O desempenho de dezembro contribuiu para o resultado anual, com embarques de 137,8 mil toneladas, volume 25,8% superior ao registrado em dezembro de 2024, quando os embarques somaram 109,5 mil toneladas.
Receita e principais destinos
Em receita, as exportações brasileiras de carne suína totalizaram US$ 3,619 bilhões em 2025, número 19,3% maior em relação ao obtido em 2024, com US$ 3,033 bilhões.
Apenas em dezembro, a receita somou US$ 324,5 milhões, avanço de 25,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, com US$ 258,4 milhões.
O principal destino da carne suína brasileira em 2025 foram as Filipinas, que importaram 392,9 mil toneladas, crescimento de 54,5% em relação a 2024.
Em seguida aparecem China, com 159,2 mil toneladas, variação de -33%, Chile, com 118,6 mil toneladas, variação de +4,9%, Japão, com 114,4 mil toneladas, variação de +22,4%, e Hong Kong, com 110,9 mil toneladas, variação de +3,7%.
Mudança de mercados e declaração da ABPA
Sobre a nova configuração dos destinos, o presidente da ABPA, Ricardo Santin, afirmou o seguinte, “Houve uma mudança significativa no tabuleiro dos destinos de exportação. As Filipinas se consolidaram como maior importadora da carne suína do Brasil, e outros mercados, como Japão e Chile, assumiram protagonismo entre os cinco maiores importadores”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
Ele também destacou, “Isso demonstra a efetividade do processo de diversificação dos destinos da carne suína brasileira, o que reduz riscos, amplia oportunidades e reforça a presença do Brasil no mercado internacional, dando sustentação às expectativas positivas para este ano”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
Impactos e perspectivas
O avanço das exportações de carne suína eleva a relevância do setor agroindustrial na balança comercial e reforça a estratégia de diversificação de mercados, reduzindo dependência de compradores tradicionais.
Com o Brasil em rota de superação do Canadá na lista de exportadores, produtores e autoridades monitoram a evolução da demanda externa e a manutenção de preços para sustentar o crescimento observado em 2025.